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Sábado, 03 de Dezembro de 2016, 08h:22
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Aborto: a polêmica está de volta

Conheça histórias surpreendentes de quem é a favor e contra o aborto

Paulo Fernandes
Capital News

Deurico Ramos/Capital News

Aborto: a polêmica está de volta

Aborto não foi legalizado, mas decisão do STF pode ser seguida por outros tribunais

O entendimento da primeira turma do STF (Supremo Tribunal Federal) de que o aborto até os três meses de gravidez não é crime reacendeu a velha polêmica sobre o tema, que divide principalmente ativistas e entidades religiosas. Para tratar do assunto falamos com pessoas contra e a favor da interrupção da gravidez e fomos surpreendidos com duas histórias comoventes.


Grávida de cinco meses, Marina Duarte é a favor do direito da mulher escolher se quer abortar, mas optou pela vida.


Enquanto o pastor Ronaldo Leite, da Primeira Igreja Batista (PIB), que é defensor da vida, descobriu que sobreviveu a uma tentativa de aborto, mas perdoou a mãe.


Nas duas histórias, o amor falou mais alto.


AMOR E PERDÃO
Estudante de Direito, Marina, que sempre lutou pelos direitos das mulheres, fez o exame de gravidez após começar a sentir enjoos, mas “só por via das dúvidas”. Foi surpreendida pela informação de que realmente estava grávida, mas não pensou em abortar.


Ela está se preparando para ser mãe, sofreu com os enjoos nos primeiros três meses, começou timidamente a comprar as primeiras roupinhas do bebê, e ainda tenta se acostumar com a barriga.


O pastor Ronaldo Leite conta que teve uma visão em que se viu dentro do ventre da mãe. Ela havia tomado um veneno para abortar, mas Deus não permitiu que isso acontecesse.


Após essa visão, ele questionou a mãe, que confirmou a tentativa de aborto. Ela pediu perdão, e ele aceitou.

Deurico Ramos/Capital News

Aborto: a polêmica está de volta

Pastor Ronaldo Leite diz que o aborto é um ato de covardia


ARGUMENTOS
O pastor Ronaldo Leite acredita que a vida é uma dádiva divina e que o aborto é um homicídio. “Defendemos a vida da mãe e do filho. Não podemos fazer como no nazismo e escolher uma vida ou outra”.
Para ele, o aborto é um ato de covardia, porque tira a vida de uma pessoa que não tem como se defender.


Já Marina Duarte argumenta que a criminalização do aborto faz com que muitas mulheres, em um momento de desespero, façam aborto em clínicas clandestinas ou na própria casa, colocando em risco a própria vida.


Para ela, é uma questão de saúde pública. “Eu não sou favor ao aborto, mas ao direito das mulheres abortarem. Eu escolhi ter meu filho, mas não é o Estado que deve se posicionar sobre a vida das pessoas”, disse. Outro argumento é de que as mulheres têm direito de optar o que fazer com o próprio corpo.


A decisão do STF é sobre um caso específico, de Duque de Caxias (RJ). Embora não precise ser seguida por outros magistrados, pode influenciar outros processos pelo País.

 

Deurico Ramos/Capital News

Aborto: a polêmica está de volta

Feminista, Marina Duarte acha que a legalização do aborto é uma questão de saúde pública

RESPEITO

Nas duas conversas, apesar das diferenças de opinião, uma palavra chama a atenção nesta época de acirramento ideológico, principalmente nas redes sociais: respeito.


Feliz com a gravidez, Marina fala em respeito a liberdade individual e também às convicções de cada um.


E o pastor Ronaldo faz questão de dizer respeitar muito a dor das mulheres vítimas de violência, como o estupro, que é um dos casos em que o aborto é permitido no Brasil, mas mesmo assim prefere optar pela vida.


Ele explica que até mesmo entre os evangélicos existem opiniões conflitantes a respeito do aborto para o caso de estupro. Parte deles admitem o aborto nesse caso. Outros são contra.

 

Veja o que eles têm a dizer sobre o tema

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