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Quinta-Feira, 26 de Janeiro de 2017, 12h:14
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Dia da Gula: comer em excesso pode estar ligado a sentimentos não resolvidos

Os momentos de gula podem acontecer em situações de ansiedade, angústia e tristeza

Myllena de Luca
Capital News

Deurico/Capital News

Foto ilustrativa de chocolate, doce, confeitaria, gula, páscoa, gordura, glúten

 

Comer até dizer chega. Tirar o dia para focar somente em doces e depois se arrepender. Quem nunca? No dicionário, a palavra gula tem origem no latim e significa o hábito de comer em excesso. Esta prática é mais comum do que se imagina, e muitas vezes passa despercebida estando relacionada a sentimentos não resolvidos. Esqueça a imagem de uma pessoa acima do peso que come muito, hoje as pessoas também comem com os olhos. Esta atitude não se vê cara e nem coração quando se trata daqueles com estrutura mais magra.

No Dia da Gula, a equipe do Capital News procurou saber se realmente as pessoas chegam com vontade de comer de tudo um pouco pelos restaurantes da cidade. Na Feira Central de Campo Grande, o desperdício de alimentos pode ser encontrado, porém os estabelecimentos já procuram formas de melhorias.

O atendente Wagner Alves, de 37 anos, explicou que para combater o desperdício, que pode ser provocado pela gula, o restaurante trabalha com porções. “Não temos muito desperdício mais, já oferecemos porção certinha pequena. Nossos pratos são quantidades certas, já para evitar que o alimento seja jogado fora”, comenta.

Myllena de Luca/Capital News

Dia da Gula: comer em excesso pode estar ligado a sentimentos não resolvidos

Muitas vezes um pedação de bolo não é o suficiente

 

Mesmo assim muitas vezes o desperdício não é somente o único problema. Os olhos capturam os alimentos e a mente afirma que é pequeno demais para o tamanho da vontade de comer. “Eu vejo um pedaço de bolo e logo imagino que não vai matar minha fome, fico querendo outro antes mesmo de comer. Quando começo a devorar já me sinto satisfeita e não comeria outro. Acho que como com os olhos também”, brinca a aposentada, Adriana Ferreira.

Crise existencial
Muitas vezes a gula é um distúrbio ligado a compulsão alimentar. Em entrevista ao Capital News, a psicóloga Simone Fernandes afirmou que a base do transtorno alimentar está na ansiedade. “Em cada pessoa o gatilho que dispara a compulsão alimentar é único e pode ter causas diversas”, complementa.

Os momentos de gula podem acontecer em situações de ansiedade, angústia, tristeza e conflitos internos. Quando a pessoa não encontra uma maneira de lidar ou resolver os problemas, comer dá a sensação de alívio em relação aos sentimentos.

A sensação é falsa, já que nada daquilo foi elaborado e trabalhado adequadamente, e volta trazendo a mesma necessidade recomeçando o ciclo da compulsão alimentar. Nestes casos o alimento tem a função de aliviar e confortar, pois é isto que a pessoa espera que aconteça após devorar um prato em excesso.

A maneira como cada um se comporta diante das situações reflete como estão as emoções, sentimentos e conflitos internos. “A melhor maneira de se livrar da gula, das compulsões alimentares, é descobrir o que dispara essa necessidade e procurar entender o que está por trás deste comportamento. Uma técnica utilizada nesta área é a realização de um diário nutricional, onde a pessoa anota tudo o que come, horário e o sentimento pensando no momento em que comia ou antes”, afirma a psicóloga.

Esta dica do diário, ajuda identificar os sentimentos que ativam a compulsão alimentar. A pessoa deve ter disciplina, comprometimento e disposição para aprender a gerenciar os pensamentos de forma mais adequada. Simone afirma que em muitos casos é necessário a ajuda de um profissional para o processo físico e mental, trabalhando sempre na ansiedade e reconstrução alimentar.

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