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Quarta-Feira, 08 de Junho de 2016, 07h:00
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Em busca do plano B, diplomados retornam às salas de ensino superior em MS

Em uma década o número de ingressantes no ensino superior cresceu 83% e 108 mil empregados carregam um ou mais diplomas no Estado.

Ellen Albuquerque
Especial para o Capital News

Acervo pessoal

Aluno de medicina em campanha de hipertensão no Paraguai

Karen durante atividade prática de Educação Física

Aos 28 anos, Karen Renate Muller já conquistou os diplomas de bacharel em Direto, Recursos Humanos, duas pós-graduações e, recentemente, começou a frequentar as aulas de Educação Física em uma universidade particular da Capital de Mato Grosso do Sul. As experiências acadêmicas contaram pontos quando Karen decidiu voltar à sala de aula. “Com as graduações aprendi a lidar com as mais diferentes pessoas. Além do ambiente acadêmico que se tornou mais simples depois do primeiro curso. Já que, desde pequena, pratico esporte, resolvi unir o útil ao agradável e enfim, poder trabalhar com o que gosto”, afirma a acadêmica.

Exemplos como o de Karen confirmam que os sul-mato-grossenses têm retornado às universidades em busca de novas opções profissionais. Dados do último mapeamento do MEC – Ministério da Educação revelam que em uma década, entre 2003 e 2013, o número de ingressantes no ensino superior foi de 83% nos cursos presenciais na rede privada. Para se ter uma ideia do crescimento o salto, em apenas um ano, passou de 22 mil alunos matriculados em 2012 para 24 mil no ano seguinte.

Para a gerente comercial da Estácio de Sá, Núcleo Campo Grande/MS, Samantha Flores, os egressos não querem apenas o diploma, eles almejam as oportunidades que o conhecimento pode trazer. Nos últimos cinco anos a unidade de MS alcançou 142% da meta de candidatos portadores de diploma que procuraram pela faculdade. “Em pesquisa interna constatamos que esses acadêmicos não querem apenas o canudo. Eles são mais participativos, buscam qualificações e atividades extracurriculares que possam somar ao título de graduado”, comenta.

 

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De acordo com a instituição é comum que não seja cobrado vestibular dos candidatos portadores de diploma. No lugar do processo seletivo, os futuros alunos apresentam o certificado ou declaração de conclusão do curso. As disciplinas cursadas anteriormente são reaproveitadas na nova graduação e os alunos graduados, egressos ou não, recebem bolsas de descontos que motivam a conclusão de mais uma formação.

Apesar de acreditar que ter mais de uma formação é sinônimo de conhecimento, a coach e especialista em gestão estratégica da área de recursos humanos, Marcia Fachini, lembra que é preciso analisar a situação e fazer um planejamento. "Informação agrega valor, mas é preciso ter foco no que se busca. Antes de confirmar a matrícula é importante perguntar 'o que vou fazer com um novo diploma em mãos'? Hoje, a segunda formação tem que ser ou um investimento na carreira ou um plano B, no caso de perder o cargo que exerça”, alerta.

Foto cedida

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Turma de medicina em campanha de hipertensão no Paraguai

Foi com muita cautela que, Thayssa Peres (31), deixou de lado as técnicas de reportagem para se aprofundar nos livros de anatomia humana. Este ano completa dez anos de jornalismo e seis anos que atravessou a fronteira para fazer medicina. “Entrei na faculdade com 17 anos. Tinha que jogar com a realidade. Escolhi um curso que gostava e que meus pais podiam pagar. Hoje faço estudo medicina no Paraguai. É uma área muito difícil, mas com boas perspectivas profissionais. Pretendo me especializar, trabalhar e quem sabe um dia ter um consultório”, afirma a estudante do 6º ano.


O Censo da Educação Superior mostra ainda que o Centro-Oeste tem sido boa aluna no quesito instrução entre trabalhadores.  Mais de 17% da população ativa no mercado de trabalho possui formação acadêmica. A região fica atrás apenas do Sudoeste e acima da média brasileira que registra 16%. Levando em consideração o último levantamento de 2013, no estado são 108 mil empregados que carregam um ou mais certificados de conclusão de curso. “Quando falamos em qualificação falamos em conhecimento e este é um diferencial no mercado de trabalho. Com duas ou três formações o profissional amplia oportunidade”, complementa Samantha.

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