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Terça-Feira, 22 de Agosto de 2017, 09h:38
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Estadista que marcou a história do MS ficará vivo em legados

Governador que ficou marcado por obras decisivas será eternamente sinônimo de desenvolvimento

Danilo Galvão
Capital News

Deurico/Arquivo Capital News

Estadista que marcou a história do MS ficará vivo em legados

Referência, mesmo longe dos holofotes, se tornou um conselheiro a novos gestores pela experiência de sucesso

Material produzido para o aniversário de 34 anos do Mato Grosso do Sul

O Mato Grosso do Sul nasceu do sonho de homens que viram nessa região do Brasil uma autonomia especial, capaz de ter vocação própria de desenvolvimento e de gerar oportunidades a quem sonhasse junto. Há menos de dois meses do Estado completar quarenta anos, um filho desse chão deixará saudades por passar para a história a referência de que o sobrenome Pedrossian imprimiu nos anos 80 e 90 do século passado uma identidade de orgulho ao sul-mato-grossense. O engenheiro que planejou o futuro dessa terra falece aos 89 anos, mas deixa um legado eterno para a política, a gestão pública e a honra de um povo que ele governou por três mandatos.

A biografia de Pedro Pedrossian, nascido em Miranda, no ano de 1928, não seguiu um roteiro comum. Com passagem por oito filiações partidárias, o ex-governador do Mato Grosso do Sul, que geriu até o “estado uno” (1966-1971), foi o exemplo claro de que a gestão pública deve ter apenas duas bandeiras: resolver o presente e idealizar o futuro. Engenheiro de ofício, o homem que construiu sonhos que duram até hoje, mesmo depois de 23 anos da sua despedida do poder, era simples, direto e um negociador.

Roberto Higa/Foto cedida

Estadista que marcou a história do MS ficará vivo em legados

Inauguração da cidade universitária 1971, jarbas passarinho e pedrossian inauguram a universidade estadual

Senador pelo Mato Grosso, em 1980, Pedro foi designado governador do Mato Grosso do Sul depois de renunciar ao cargo no Congresso Nacional. No primeiro desafio, recebeu uma administração com extrema dificuldade nas finanças. A economia brasileira era caótica, com juros em alta e uma inflação galopante, o que tornou um verdadeiro filme de terror a vida do funcionalismo público devido à sazonalidade de pagamentos.  Mesmo com esse quadro crônico, além de organizar os problemas que enfrentava, o chefe do Executivo planejou - e por conta desse talento - deixou legados.

Assim como não se faz uma obra da noite para o dia, o equilíbrio do Mato Grosso do Sul começou com Pedro, mas foi efetivado no governo seguinte, do advogado Wilson Barbosa Martins, outro estadista que entrou para a história. De estilos diferentes, ambos ficaram relacionados a uma “rivalidade positiva”, da política do quanto melhor, melhor, e assim um tornou o nome do outro ainda mais forte.

Pedrossian foi o governador entre 1980 a 1982, enquanto Dr. Wilson esteve no cargo de 1983 a 1986. Intercalados por Marcelo Miranda, engenheiro abraçado por Pedro na campanha, que ficou depois no Executivo de 1987 a 1990, o Estado sentiu saudades, e para o intervalo de 1991 a 1998, dois mandatos foram incorporados novamente por Pedro e Wilson. Em 2002, Pedrossian se candidatou pela última vez, ao cargo de senador, ficou em terceiro na disputa por uma vaga, depois de ser apontado no início da corrida como favorito.

O homem da estrela e sua constelação de projetos

Deurico/Arquivo Capital News

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Visão de futuro foi a marca de Pedrossian na política

Além do estádio que leva o seu nome, que mais de três décadas foi o maior estádio universitário do mundo, Pedro Pedrossian foi o governador que construiu as instalações da UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul), da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), e da Uems (Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul). Foi na gestão dele que Campo Grande, capital do Estado, ganhou o complexo do Parque dos Poderes, centralizando todas as principais pastas do Executivo em um único endereço.

“Tudo foi importante. Educação sempre foi uma prioridade. Mas, na saúde, foram 11 hospitais. O Estado não tinha nada. Nós implementamos tudo, energia, transporte, educação, o Estado se transformou. Você veja Campo Grande, nas nove avenidas principais você vê uma estrela lá. Foram obras do nosso governo. Você vê a Universidade Federal que eu criei no mato para puxar a cidade para lá. Fiz o centro administrativo sem ajuda nenhuma do governo federal. Construímos também parques. O Parque das Moreninhas para atender as milhares de famílias, cujas casas basicamente foram construídas meu governo. Há também o Parque das Nações Indígenas. Para fazê-lo, eu tive que desapropriar áreas. Houve um tempo que tinha gente me esperando armada. O tempo acabou me absolvendo e mostrando que realmente fiz algo importante. Também no abastecimento de água tenho uma obra importante. Mas, a razão da minha existência são as universidades porque dão frutos a vida inteira. É raro um governante que tenha tido a coragem de implantar três universidades”, disse Pedrossian em entrevista exclusiva feita ao Capital News, na prévia do aniversário de 34 anos do Mato Grosso do Sul.

Em 2006, um livro intitulado “Pedro Pedrossian: Pescador de Sonhos”, conta a biografia do ex-governador. A obra foi editada pelo Instituto Historico E Geografico De Mato Grosso do Sul. Pedrossian deixa seis filhos e 11 netos.

1 COMENTÁRIO:

Ele nos ajudava a estudar em Curitiba com o compromisso de vir trabalhar no estado
enviado por: Orlando rodrigues em 22/08/2017 às 11:39:32
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