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Sexta-Feira, 24 de Junho de 2016, 07h:00
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Exposição inusitada causa curiosidade em acadêmicos de Universidade de Campo Grande

Os orelhões pintados ficarão até setembro no gramado da faculdade

Edyelk dos Santos
Capital News

Deurico/Capital News

Exposição inusitada causa curiosidade em acadêmicos de Universidade de Campo Grande

Exposição acontecerá até setembro

A arte pode ser expressa de diversas formas, e são ainda maiores as possibilidades de compreensão, que vai desde os mais entendidos até os mais leigos do assunto. Com o objetivo de justamente causar a curiosidade e o questionamento para quem analisa sobre o que é arte foi que o professor de Arquitetura e Urbanismo, Roberto Figueiredo, em parceria com alunos do curso de Design criaram uma curiosa exposição no gramado da Instituição.

 

Como você reagiria se chegasse à faculdade e visse um orelhão todo depredado no meio de um gramado?! Ou se não bastasse isso, na próxima semana, durante a noite o orelhão fosse trocado por um todo pintado e com um boneco de papelão, supostamente esperando por sua vez na ligação?!

 

De fato isso é bastante curioso e me fez lembrar o tempo que usávamos cartão de orelhão para fazer ligação, porque celular não era para todos, e sim para quem possuía melhores condições financeiras.

Deurico/Capital News

Exposição inusitada causa curiosidade em acadêmicos de Universidade de Campo Grande

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Mas o que estou querendo dizer com isso tudo é que esse fato inusitado aconteceu e tem chamado a atenção dos alunos da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande. E como boa curiosa que sou, fui logo especular do que se tratava.

Juntamente com uma operadora de telefonia, cursos da UCDB montaram há alguns dias um exposição na Instituição que começou aos poucos. Primeiro foi colocado um orelhão e alguns bonecos de papelão ilustrando pessoas em uma fila na espera pela ligação. E nesta semana, após pinturas realizadas pelos próprios acadêmicos, mais de 30 orelhões já foram posicionados no local e em um deles está escrito a frase: “O que é arte para você?”.

A atividade de fato é bem curiosa e deixou os alunos se questionando e comentando entre si nos corredores da faculdade sobre o que seria a exposição. Foi o que aconteceu com o aluno Vinícius Rosa, de 19 anos, do 1º semestre de Engenharia Civil. “Desde quando esses orelhões começaram a aparecer fiquei me perguntando qual seria o objetivo, mas ao mesmo tempo achei super legal, porque esse gramado da faculdade não tem uma certa utilidade, e agora com eles aí tudo ficou com uma cara melhor. Eu até passo mais por aqui e olho para ver se tem alguma pintura nova”, comentou o aluno.

Conversando com o professor responsável pela peripécia pude entender melhor o objetivo proposto, e ao mesmo tempo percebi que a arte vai muito além de simplesmente uma pintura em um objeto. E os orelhões estão ai para nos mostrar exatamente isso.

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Exposição inusitada causa curiosidade em acadêmicos de Universidade de Campo Grande

 Professor Roberto explicou que a exposição faz pensar

 

“Nosso trabalho e objetivo é causar o questionamento e principalmente a valorização da arte, pois ela pode transformar o ambiente, e transformar para o bem. É isso que temos notado, os alunos têm observado e, de certa forma, interagido com nossa proposta”.

De acordo com Roberto os orelhões ficaram até o mês se setembro em exposição no gramado da faculdade e ele espera que nesse tempo os alunos da Instituição se aproximem das obras e reflitam a respeito do que é arte para cada um.

O acadêmico, Igor Corsini Gomes da Silva, de 19 anos, está no 3º semestre de Design e foi um dos acadêmicos responsável por fazer a pintura em um dos orelhões. “Estou estudando justamente sobre isso em sala de aula, no conteúdo de semiologia, onde nós somos levados a analisar todas as formas de linguagens e códigos, e a ideia que aquilo nos traz. E isso pode ser identificado na exposição que está acontecendo. Leva a pessoa a pensar sobre o que é arte, e para mim isso é muito gratificante”, relatou Igor.

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Exposição inusitada causa curiosidade em acadêmicos de Universidade de Campo Grande

 Felipe espera que a exposição dê lugar a imaginação

 

Já para o aluno, Felipe Siqueira, de 20 anos, do 5º semestre de Arquitetura e Urbanismo essa exposição traz aos alunos uma opção de reflexão. “Sempre gostei muito de arte, e com essa atividade quero provocar a reflexão nos alunos. Quero também que eles sintam e percebam que a arte é algo que vem de dentro para fora, que causa mudança e que pode ser interpretada de diferentes maneiras”, relatou Felipe.

Então, se ainda não viu aproveite e libere a arte que existe dentro de você durante a exposição de orelhões que vai durar até setembro, e faça sua própria interpretação.

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