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Sexta-Feira, 10 de Junho de 2016, 15h:52
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Família, trabalho e diploma: Mulheres com mais de 50 anos encaram jornada tripla na busca por valorização e melhor salário

Ellen Albuquerque
Especial para o Capital News

Foto cedida

Família, trabalho e diploma: Mulheres com mais de 50 anos encaram jornada tripla na busca por valorização e melhor salário

Diploma aos 59 anos é motivo de orgulho de Helena

Valorização profissional, pessoal e melhor renda. Estes são alguns dos motivos que levaram Helena Barros, de 59 anos, tornar-se uma tecnóloga em processos gerenciais, três décadas depois de ter parado os estudos pra cuidar da família. A dedicação foi recompensada pelo apoio das três filhas, que já estão encaminhadas profissionalmente. “Eu queria que reconhecessem o meu trabalho e me respeitassem pela experiência e o conhecimento que tenho e vi que isso só seria possível se portasse um diploma”, afirma com orgulho a gestora de uma entidade privada com mais de 100 colaboradores em Mato Grosso do Sul.

De acordo com a pesquisa nacional realizada pelo IBGE – Instituto Brasileira de Geografia e Estatística, a expectativa de vida para mulheres no Brasil está em quase 80 anos. Além de viver mais, elas são maioria da população, ocupam cada vez mais espaço no mercado de trabalho e agora estāo nas faculdades trocando ideias com os mais os jovens. “Hoje sou mais capaz. Exerço um cargo de maior responsabilidade onde posso colocar em prática o que aprendi na minha graduação. Não me sinto menor que ninguém”, ressalta.

 

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Outra boa notícia é que a remuneração média por grau de instrução no estado subiu. Uma pesquisa realizada pelo MEC – Ministério da Educação revela que salário de profissionais com ensino superior completo cresceu 1,6% de 2012 para 2013, que corresponde a R$ 4,9 mil. Por estabilidade, mulheres com 50 anos ou mais, incluíram na dupla jornada de casa e trabalho, uma nova função: portar um diploma.

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Corrida de rua motiva o interesse da atendente pela educação física

 

Após três décadas longe da sala de aula, período em que criou os dois filhos e morou no Japão, a atendente, Alice Guazina, de 53 anos, retomou os estudos recentemente. Em setembro de 2016 ela conclui o ensino médio pelo método EJA – Ensino de Jovens e Adultos e já fez inscrição no ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio. Apesar de ter dúvidas quanto ao curso que irá fazer, tem certeza de que não vai parar por aqui. “Eu tinha medo de não dar conta de estudar e agora estou adorando. Aprender é muito bom. Me tornei corredora e gosto muito de educação física, talvez essa seja uma boa área pra seguir”, comenta Alice.

Quanto ao mercado para Helena e Alice, a coach e psicóloga, Márcia Fachini, avisa que há vagas para pessoas maduras com conhecimento. “O que impacta o presente são as experiências do passado, o que o profissional atribuiu ao longo da vida na carreira. Hoje uma pessoa com mais de 50 anos pode trabalhar do varejo até grandes corporações desde que ela tenha o conhecimento, em outras palavras que seja uma ‘especialista’ na função que irá exercer”, ressalta Márcia.

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