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Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 17h:21
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Agricultores familiares cobram incentivo e atenção do Executivo

Durante audiência pública, governos, trabalhadores rurais e vereadores debateram infraestrutura, regularização fundiária e apoio financeiro

Flávio Brito
Capital News

Melhorias na infraestrutura para garantir o escoamento e a comercialização, regularização fundiária e maior apoio financeiro para a produção estão na lista de reivindicações apresentadas durante a audiência pública na Câmara Municipal de Campo Grande, realizada, nesta segunda-feira (16), para a importância da agricultura familiar. Presidiu o evento a vereadora Dharleng Campos, acompanhada dos vereadores Junior Longo, Enfermeira Cida, Valdir Gomes, Eduardo Romero, Ademir Santana, além do vereador de Sidrolândia, Kennedi Mitrioni Forgiarini. De acordo com mapa da Sedesc, a Capital tem 24 assentamentos registrados, onde moram e trabalham mais de 1 mil famílias. 

 

o representante da Sedesc, João Luiz Auler destacou a necessidade de se dar mais atenção à área. “Campo Grande realmente tem necessidade de um departamento ou uma secretaria. Não que nós não estamos dando conta, mas são 710 mil hectares de áreas na Capital que precisam de um foco maior”, mencionando a falta de uma pasta específica para o setor. A Sedesc está com 13 projetos  que estão aguardando para serem colocados em prática. 

 

Para enfatizar a necessidade de investimento maiores na área, Auler levantou os dados sobre a mandioca que indica a importação de 25% que vem de Sidrolândia, os demais 75% são comercializados por meio do Ceasa. “Quando estamos pecando uma cultura nossa, alguma coisa está errada”, disse.

 

“Os agricultores familiares, na maioria dos casos, produzem para o local, não exportam. Outra característica não empregam grande quantidade de maquinário, ou seja, não há substituição do trabalhador do campo pelos equipamentos. Representam mais de 80% dos empregos gerados do campo”, disse a vereadora Dharleng. 

 

Dharleng lamentou a ausência de muitos representantes do setor e do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). “Infelizmente, não estamos tendo representação suficiente na Casa.  O Incra também deveria estar aqui,  mas nosso trabalho estamos fazendo”.

 

Pela Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), Araquem Ibrahim Midon, ressaltou: “o que nos prende é a Legislação” e prosseguiu explicando como a entidade vem atuando: “Estamos avançando na DAP - Declaração de Aptidão ao Pronaf  (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). O emissor deste documento é o Incra. Fizemos um convênio com o Incra e nós vamos até a propriedade fazer o levantamento de quem ainda não tem este documento”, detalho.

 

“Estamos fazendo uma força-tarefa e já vistoriamos mais de 1 mil locais. Temos nossa limitação no limite de atuação da União. Estamos tratando caso a caso modalidade a modalidade”, acrescentou o governo do Estado. 

 

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