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Taxa de juros do FCO Rural são reduzidas pelo CMN

Índices da modalidade caiu de 7,5% e 12,25% ao ano para uma faixa entre 5,86% e 7% ao ano

Flávio Brito
Capital News

 

Semagro

Mato Grosso do Sul terá alta de 2,4% no PIB da agropecuária

Mudanças foram bem recebidas pelos produtores e governo do Estado

A taxa de juros do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) na modalidade rural caiu de 7,5% e 12,25% ao ano para uma faixa entre 5,86% e 7% ao ano. A redução dos juros dos fundos constitucionais foi anunciada na terça-feira (26) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), motivada pela manutenção da taxa Selic – juros básicos da economia – no menor nível da história.

 

A redução de até 4 pontos percentuais na taxa de juros do FCO Rural e a manutenção dos índices pré-fixados foi comemorada pelo secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e presidente do CEIF-FCO (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis do FCO). “Nós já vínhamos trabalhando para que houvesse a manutenção dos juros fixos no FCO Rural, por isso entendemos que a decisão do CMN foi um grande ganho e atendeu aos pleitos realizados no âmbito do CEIF, por meio da Famasul, Fiems e demais entidades integrantes do Conselho”, comentou.

 

Em 2018, Mato Grosso do Sul tem R$ 2,2 bilhões em recursos do FCO para contratação dos segmentos rural e empresarial. Nos cinco primeiros meses do ano, os itens mais financiados foram máquinas e equipamentos, armazenamento, correção de solo e ações para integração lavoura-pecuária-floresta.

 

De janeiro a maio deste ano já foram contratados R$ 892 milhões em recursos no Estado, recorde histórico para o período em Mato Grosso do Sul - no mesmo período de 2017 as contratações da linha de crédito por MS somavam R$ 372,3 milhões. Em 2016 eram R$ 210,1 milhões e em 2015, R$ 522,8 milhões.

 

Além de reduzir as taxas pré-fixadas do FCO Rural, o CMN também estabeleceu regras para a utilização de uma taxa pós-fixada nesta modalidade, ficando a critério do empreendedor escolher qual a condição mais vantajosa no momento da contratação. As novas taxas vão vigorar a partir de 1º de julho deste ano a 30 de junho do próximo ano.

 

A Semagro lembra que a nova metodologia, com juros variáveis, já havia sido implementada desde o início do ano no FCO Empresarial, onde os encargos levam em conta a Taxa de Longo Prazo (TLP), composta pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e por uma taxa de juros real prefixada, mensalmente, de acordo com o equivalente ao rendimento real das Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B) no prazo de cinco anos.

 

O titular da Semagro lembra que “o governo do Estado sempre defendeu, no âmbito do Condel, que as taxas e juros do FCO deveriam acompanhar as reduções da Selic. Além disso, quando foi definida a taxa de juros variável no FCO empresarial, no início do ano, criou-se uma insegurança inicial por parte do tomador. Agora, com o cenário macroeconômico mais definido, o governo tomou uma decisão extremamente positiva para o FCO Rural, dando a opção ao tomador do empréstimo, que poderá escolher entre os juros pré ou pós-fixados. Será uma opção técnica, com base em análise de fluxo de caixa e da perspectiva do empresário”, finalizou.

 

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