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Quinta-Feira, 19 de Outubro de 2017, 15h:05
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Prefeitura da Capital chamou mais de 600 médicos, mas reclamações pela falta não param

Paciente diz ter sido diagnosticado com problema psicológico, mas estava com dengue

Laura Holsback
Capital News

Neste mês de outubro, a prefeitura de Campo Grande publicou pelo menos três editais de convocação de médicos e garante que neste ano foram chamados mais de 600 profissionais para reforçar o atendimento na rede pública de saúde. Mas, do outro lado, pacientes reclamam, principalmente em redes sociais, sobre a precariedade que continuam encontrando diariamente.

Reprodução/Facebook

Prefeitura da Capital chamou mais de 600 médicos, mas reclamações pela falta não param

Internauta reclama de demora no atendimento da UPA das Moreninhas


Segundo nota divulgada no site da administração municipal, novo edital que saiu na terça-feira (17)  fez o chamamento de mais 24 médicos plantonistas  e especialistas inscritos no cadastro temporário. A publicação também diz que desde o começo do ano as seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os quatro Centros Regionais de Saúde (CRSs) da cidade já receberam reforço de 632 novos médicos plantonistas.

Apesar da exibição do grande número de novos convocados, a população que precisa recorrer à saúde pública indica outro cenário: o da falta de médicos que ainda continua. Entre as reclamações, uma delas feita pelo Facebook, no grupo “Aonde NÃO ir em Campo Grande-MS”, uma internauta narra o drama que viveu com a mãe no início da semana.

A mulher conta que assim como a mãe, outras dezenas de pacientes esperaram horas por atendimento. “ O que será da saúde de Campo Grande? Minha mãe está desde as 8 da manhã aguardando atendimento na UPA da Moreninha e até agora nada. Está totalmente lotado, pai com bebê no colo desde às 9 aguardando atendimento. Realmente muito triste ver que tantas coisas precisam ser melhoradas e o descaso de nossas autoridades só faz piorar o que já não é bom! Ah desde as 11:30 ninguém mais foi chamado! (sic)”, declarou na postagem feita às 14h09 e ela ainda continuava pela UPA.

No mesmo grupo, outro internauta reclama da qualidade do atendimento. O rapaz diz que durante três semanas percorrendo unidades de saúde, foi atendido por oito médicos e diagnosticado com “problema psicológico”, mas depois ele descobriu que estava com dengue.

“Depois de três semanas de negligência médica, diga-se má vontade, cá estou sofrendo de Dengue. Vergonha da classe médica campo-grandense. Fui atendido por 8 médicos, sem que nenhum ao menos encostasse o estetoscópio em mim. Horas de espera, para atendimento de 3 min e segundo. Os “especialistas” que nem colocam a mão no paciente, o meu problema era psicológico, insistiam em dizer que era síndrome de abstinência de nicotina, foi necessário eu chegar sangrando no hospital, para que uma “Anja enfermeira”, percebesse o que estava acontecendo. Meu respeito aos enfermeiros e meu maior repúdio e nojo a classe médica das UPAS desta cidade (sic)”, diz parte da reclamação.

Em outro trecho, o rapaz fala sobre o uso de telefones celulares. “Aliás, proíbam o uso de celulares dentro das UPAS pela classe médica e quem sabe assim o cidadão terá um atendimento mais digno. Pois a fofoca do WhatsApp é mais importante que a saúde do ser humano”, finaliza.

A pedido do setor de comunicação da prefeitura, a reportagem enviou e-mail para saber sobre as reclamações de falta de médicos que ainda continuam, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.

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