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Quinta-Feira, 29 de Dezembro de 2016, 14h:35
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Quase 90% dos municípios de MS registraram alta incidência de dengue em 2016

Apesar do número alto, maior parte dos casos foi registrada no início do ano

Natália Moraes
Capital News

Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

Foto ilustrativa de mosquito, Aedes aegypti, dengue, vírus zika, chikungunya

Dos 79 municípios do Estado, 71 tiveram alta incidência de dengue em 2016

A epidemia de dengue vivida em 2016 em Mato Grosso do Sul poderá ser um problema para 2017. Isto porque, dos 79 municípios do Estado, 71 tiveram alta incidência da doença. Ou seja, quase 90% registraram acima de 300 casos por 100.000 habitantes. Apesar do número alto, a maior parte dos casos foi registrada no início do ano, conforme balanço da Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgado nesta quinta-feira (29).


Foram 59.333 casos notificados no Estado somente neste ano, sendo que 19 pessoas morreram por causa da dengue. O maior número de mortes foi registrado em Ponta Porã, com oito óbitos, seguido por Campo Grande e Dourados, que registraram três mortes cada.


Apenas oito municípios registraram média incidência no Estado (100 a 300 casos por 100.000 habitantes): Bataiporã, Aquidauana, Japorã, Terenos, Glória de Dourados, Anastácio, Itaquiraí e Taquarussu. Nenhuma cidade de MS registrou baixa incidência.


Os números de 2016 superaram os do ano anterior. Em 2015, foram 46.070 casos notificados dengue. Apesar do número alto, a técnica das doenças endêmicas, Fabricia Carvalho, explica que a Secretaria de Estado de Saúde executa ações de prevenção ao mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue e também do zika vírus e chikungunya. Algumas delas são o levantamento dos lugares com maior foco do mosquito, e depois, mutirões são realizados nestes locais.


Ela diz que ainda não tem como prever se haverá uma nova epidemia em 2017. No entanto, no período de chuvas, as ocorrências costumam subir. “Conforme for aumentando a chuva, o número vai aumentar. Os recipientes, os locais onde se acumulam água, onde o vetor deixa vão acabar eclodindo, por isso a importância da prevenção”, disse.


Conforme Carvalho, a dengue costuma retornar porque o poder público não consegue combater o mosquito sozinho. “É um problema nosso como cidadão, não adianta a gente fazer o nosso papel como Estado e a população não fazer o papel dela. Percebemos que quando a população vê o tamanho do impacto que está acontecendo, ela se dispõe a participar desse combate, então esses números acabam diminuindo”, finaliza.

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