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Museu do videogame ganha reconhecimento nacional

Nascido em Campo Grande em 2011, evento tem agenda lotada até Novembro de 2017 e negociações para 2018

Flavia Andrade
Capital News

Reprodução/Facebook

Museu do videogame ganha reconhecimento nacional

Em 2015 e 2016, foram registrados mais de 8 milhões de visitantes nos eventos realizados - Evento realizado no Rio de Janeiro/Janeiro2017

Apaixonado por videogames e com muitos exemplares, o jornalista Cleidson Lima, conta em entrevista ao Capital News como surgiu o Museu e fala um pouco sobre o reconhecimento nacional, internacional e os consoles que ele expõe durante as edições realizadas.

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Museu do videogame ganha reconhecimento nacional

Cleidson Lima, Janaína Ivo e equipe do Museu de Videogames- Evento realizado no Rio de Janeiro/Janeiro2017

De acordo com Cleidson Lima, curador do museu, o mesmo surgiu após uma discussão com a esposa, também jornalista, Janaína Ivo, recebeu um ultimato dela, onde segundo ele, ela disse,“Ou você transforma isso em um museu, ou você e todos os videogames vão embora” e ele entre risos disse que resolveu mostrar quem realmente manda em casa, e criou o Museu do Videogame Itinerante.

A primeira exposição do museu aconteceu no ano de 2011, no Shopping Campo Grande, em 2012 e 2013, foi a vez do Shopping Norte e Sul e em 2014 e 2015 teve o evento realizado no Shopping Bosque dos Ipês, todos na Capital. Em 2014, foram reconhecidos nacionalmente como o primeiro museu do gênero do país, pelo Ibram – Instituto Brasileiro de Museus, mesmo ano em que ganharam o Prêmio Brasil Criativo, pelo Ministério da Cultura, e hoje segundo Cleidson, é o museu que dá mais movimento em número de pessoas no país inteiro, já comprovado por pesquisas.

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Museu do videogame ganha reconhecimento nacional

Hoje são 300 videogames disponíveis para exposição do Museu - Evento realizado no Rio de Janeiro/Janeiro2017

Em 2016, participaram do 21° Museum Connections 2016 em Paris, na França. A Museum Connections é uma feira internacional que ocorre anualmente e reúne profissionais de diversas áreas ligadas à museologia, gestão de museus, sustentabilidade e empreendedorismo ligado à cadeia produtiva de museus. Neste evento, o curador do Museu do Videogame, Cleidson Lima, deu palestra ao lado de grandes nomes, para falar sobre o evento.
 
Após 7 anos de projeto, para 2017 a agenda já está lotada até Novembro, com algumas reformulações para a exposição do museu, o projeto parte para a intenção de atender o público conforme a região onde irá se apresentar, a agenda para este ano começou neste sábado (14), na cidade do Rio de Janeiro, onde estará até o dia 29 de janeiro, depois seguirá para outras cidades, entre elas Recife, Maceió e Maringá.

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Museu do videogame ganha reconhecimento nacional

Em 2015 e 2016, foram registrados mais de 8 milhões de visitantes nos eventos realizados - Evento realizado no Rio de Janeiro/Janeiro2017

Em 2015 e 2016, foram registrados mais de 8 milhões de visitantes nos eventos realizados, o que de acordo com o curador do evento, acabou trazendo convite para o “acordo de cooperação com o museu do videogame de Portugal” e também propostas para que realizem uma turnê na Europa em conjunto com museus já existentes em Portugal, Espanha e na França, para que mostrem a integração dos videogames com a América do Sul.

O curador do Museu, Cleidson Lima, é da geração “Atari”, mas diz que para ele, o videogame mais precioso é um “super game Cce” de 1984, que ganhou do pai, pois era o que poderia comprar na época. Hoje são 300 videogames sobre os cuidados dele, e esses números estão prestes a aumentar com os novos modelos e releituras que estão sendo lançados.

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Museu do videogame ganha reconhecimento nacional

Evento realizado no Rio de Janeiro/Janeiro2017

Por ser do movimento geeker, também conhecido como cultura nerd, a visão que ele tem é de que ela não se situa apenas no que é lançado, mostrando também respeito pelas tecnologias antigas, sendo possível considerar que todos desse movimento veneram toda evolução desde Mario bro’s de 1983 até os últimos lançamentos.

Uma das coisas que mais acredita ser interessante é ver os jovens da década de 80 e 90, hoje adultos, junto com toda a família mostrando e revivendo o que realmente jogou na década de 80, “ a nostalgia é visível aos olhos das pessoas, pois conseguimos ver o brilho nos olhos deles ao contar aos filhos, sobrinhos ou  netos o quanto os jogos e os cases fizeram parte da sua vida, mostrando que o videogame veio para unir e não separar a família”, conclui Cleidson.

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Evento realizado no Rio de Janeiro/Janeiro2017

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