Com discurso de oposição, o candidato do PSDB, a prefeitura de Campo Grande, Reinaldo Azambuja e seu aliado a vice-prefeito, Athayde Neri (PPS) oficializaram no fim da manhã deste sábado (30) a coligação com mais cinco pequenos partidos, PSDC, PMN, PHS, PTN e PEN para disputar a eleição municipal na Capital. “Um novo tempo para Campo Grande”, este é o slogan de tucanos e aliados, que declararam querer resgatar a cidadania local e por fim a ‘ditadura’ da máquina pública na disputa eleitoral da Capital. Os candidatos, que até no mês de abril deste ano, nos últimos 16 anos eram aliados do PMDB e suas administrações, agora partiram para planos próprios e mesmo que veladas, com criticas ao atual modelo vigente na administração da Capital, que a 20 anos é comandada por peemedebistas.
“Entramos na disputa apesar de grandes pressões devido ao nosso novo projeto, a um novo estilo de governar que queremos, ouvindo a cidade e dialogando com a população. Temos que dividir as decisões e ouvir a cidade com uma nova política para resolver problemas que se perpetuam por todo o município, como por exemplo, os gastos de milhões com obras de enchentes que se sucedem ano após anos. Não vamos atacar reputação e a moral de ninguém, pois queremos uma campanha limpa com as ‘armas’ de novas ideias e ideais, em debate com proposições para o bem de toda a população”, discursou Azambuja.

Azambuja defende sua postura e de seu partido e aliados como novo jeito de fazer politica
Foto: Vanderlei Aparecido/Capital News
O candidato frisou também que é preciso resolver definitivamente os problemas e não ter soluções paliativas. “Precisamos fazer obras sim, mas as que a cidade pede e com responsabilidade para que permaneçam, contribua e sejam de utilidade irrestrita a toda a população. É preciso enfrentar os problemas estruturais e ter um salto definitivo. Vamos ganhar a eleição com o voto de cada um, onde isto será uma vitória de quem faz uma política grande, de caráter e de eficiência”, apontou.
Discurso ácido em recado a concorrentes
Para o candidato a vice-prefeito, Athayde Neri, que elevou o tom de seu discurso, a eleição da chapa que compõe será uma vitoria cívica e do fim do silêncio dos bons, onde citou até pensamento de Martin Luter King. “O preocupante não é só ver que agem aqueles que gostam da política e fazem carreira ou ação dos corruptos. Mas o silencio dos bons. E nós não podemos e não vamos ficar mais calados. Nãos somos empregados de ninguém e como somos ficha limpa vamos buscar a vitoria e o objetivo que é atingir o cidadão e ser humano de nossa Capital”, declarou.
Athayde iniciou seu discurso lembrando nomes do processo democrático brasileiro e local, em uma homenagem e recado aos antigos aliados. “Lembro de Mario Covas, Franco Montouro e Lúdio Coelho, todos do PSDB para homenagear aqueles que juntos com o PPS levantaram e ajudaram a erguer nossa democracia no Brasil e no Estado. E hoje temos uma ditadura local, a ditadura da máquina em uso eleitoral para se perpetuar no poder. Se enfrentamos os canhões, vamos bater no uso da máquina e ganhar a eleição. Campo Grande terá o resgate da cidadania e hoje temos o anuncio de boas novas para melhorar a vida dos campo-grandenses”, falou.

Athayde, do PPS, candidato a vice prefeito, sem citar nomes, critica antigo aliados de 4 mandatos na prefeitura
Foto: Vanderlei Aparecido/Capital News
A finalização da fala do candidato fechou com “estamos nesse processo em um desafio cívico e patriótico para passar a limpo o Brasil a começar por Campo Grande. Um novo tempo em que a política será o espaço da ética, uma ferramenta fundamental para a transformação social de nossa cidade”, finalizou.
Chapa para vereadores
A chapa majoritária fez a união de tucanos e socialistas na cabeça de chapa e na disputa de vaga de vereadores, na proporcional, a coligação optou pela criação de três chapas. O PSDB e PSDC formaram a número 1 e na sequência PPS, PMN e PHS na segunda e PTN na terceira ficando sozinho com a disposição de 44 nomes. A união dos outros partidos fez um total de 58 candidatos em cada chapa. Assim Azambuja terá 160 candidatos levando sua campanha e na disputa a uma das 29 vagas na Câmara municipal.
O PEN (Partido Ecologico Nacional) que compõe a coligação participará como apoiador da campanha, pois no pleito eleitoral 2012 não pode entrar disputar. O partido tem apenas um mês de homologação de seu registro aprovado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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Foto: Vanderlei Aparecido/Capital News
