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Com dicas de equilíbrio físico e mental, supere a ansiedade da "síndrome de fim de ano”

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Com encerramento de ano e início de novo ciclo, supere “dezembrite” com planejamento e estratégias físicas, econômicas e emocionais

iStock

ColunaBem-Estar

Com a chegada do fim do ano, é comum as pessoas realizarem um balanço dos acontecimentos do período e planejarem novas ações para o novo ciclo, ainda mais após dois anos de pandemia de Covid-19, onde restrições sociais e cuidados sanitários foram exigidos em todas as partes do mundo. Tanto que os sentimentos se confundem: para uns, de alegria em festejar o reencontro com a família e os amigos; para outros, de tristeza, seja pela perda de entes queridos, motivos financeiros ou outros que levam até o quadro de depressão e ansiedade.


A síndrome do final de ano, ou depressão sazonal, é muito comum no período entre novembro e o fim de dezembro, onde se registra um aumento nos casos de ansiedade e depressão – resultado do ápice do estresse, relacionado diretamente a acúmulo de tarefas, sobrecarga de pensamentos, dificuldade de administrar o tempo para a realização de atividades, problemas socioeconômicos, entre outros. Porém seguir algumas dicas simples pode contribuir para que esse período não tenha tanto peso:
-    fazer atividade física, como: caminhar, andar de bicicleta, praticar yoga, entre outras;
-    valorizar os aspectos positivos dos acontecimentos, ressaltar as vitórias conquistadas durante o ano, fazer valer o aumento da autoestima, do contentamento e do bem-estar. Entender que as pequenas conquistas são importantes para a saúde emocional;
-    ser menos exigente consigo mesmo, permitir-se errar e refletir o que realizou de bom e te fez bem, compreender que realmente é errando que se aprende;
-    procurar o ressignificado dos fatos e das coisas, ou seja, refletir sobre a sua expectativa, e não a dos outros sobre os seus planos e desejos, construir aquilo que é da sua responsabilidade e da sua capacidade e, acima de tudo, respeitar e acreditar em si e em seus  projetos;
-    diminuir a sua expectativa em relação a outras pessoas, ou seja, deixar claro seus limites a fim de evitar discussões desnecessárias, não entrar em confronto em momentos adversos e compreender que muitas vezes é a forma das pessoas se expressarem afetivamente com você;
-    entender que o valor de um presente não significa troca de afeto, ou seja, a tradição comum do final de ano, quando as pessoas trocam presentes e muitas vezes gastam o que não têm, inclusive fazendo dívidas para mostrar que o caro presente representa a grande afeição que têm pelas pessoas. Não se culpe por não poder presentear as pessoas como gostaria, pois o momento é de fazer um planejamento financeiro, para que não inicie um novo ano com dívidas; portanto, respeite seu orçamento;
-    ter um olhar cuidadoso e minucioso com os seus sentimentos e não culpar-se por estar triste, ansioso e estressado – inclusive, não compensar com comportamentos inadequados, como comer exageradamente, comprar compulsivamente ou beber descontroladamente. O ideal é entender e aprender a lidar com essas situações.

 

Mesmo com essas dicas, é importante ter um auxílio profissional, seja por alguém formado na faculdade de enfermagem, medicina ou psicologia, que certamente dará todo o suporte necessário para enfrentar esse período de dificuldades emocionais, conversar sobre o assunto e entender que o bem-estar encontra-se dentro de cada pessoa. Que os sentimentos positivos podem ser despertados a partir do momento que são compartilhados, até mesmo que doenças sintomáticas são descartadas quando o indivíduo passa a dar valor a si em primeiro lugar e compreender que momentos de dificuldades fazem parte da vida de todas as pessoas.

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