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Crianças e agasalhos, uma relação tumultuada que depende da mediação dos pais

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Bebês precisam de observações simples dos pais, enquanto crianças maiores de dois anos precisam ter suas opiniões respeitadas

Divulgação

ColunaBem-Estar

Até a metade de setembro, pelo menos, algumas regiões brasileiras vão ter alguns dos dias mais gelados do ano por causa do inverno. Em algumas cidades de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina, por exemplo, alguns termômetros chegam a registrar temperaturas abaixo de zero. Mesmo na capital paulista, bairros da Zona Sul, localizados em uma região montanhosa, têm dias que marcam o zero grau.

Com a estação, vários desafios surgem para as pessoas que, na maior parte do ano, estão acostumadas com um clima ameno ou com o calor. A má qualidade do ar em ambientes fechados é um fator que costuma oferecer riscos à saúde. Os especialistas alertam que o convívio de pessoas nesses locais nessa época do ano pode aumentar a produção de dióxido de carbono (CO2).

Já as mães enfrentam questionamentos sobre como agasalhar seus filhos bebês ou crianças maiores. No entanto, especialistas alertam que colocar muitas roupas no corpo delas pode ser tão problemático quanto deixá-las tomar muito vento gelado. Eles tentam sempre derrubar o mito de que crianças sentem mais frio do que os adultos, por exemplo.

“Os bebês de até seis meses devem ser agasalhados de acordo com a temperatura ambiente e, de um modo geral, com uma peça de roupa a mais que o adulto”, disse a pediatra Carolina Barbieri, do Hospital Sírio Libanês, ao IG.

Já o médico Tadeu Fernandes, vice-presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo, explicou que os pais devem tomar mais cuidado nos momentos de sair na rua com os pequenos nos dias frios. Algumas fabricantes têxteis oferecem até pequenas ceroulas ou roupas térmicas para os pequenos, como uma camiseta adidas infantil que faz sucesso no mercado de produto para crianças.

“Este ar frio faz mais mal do que o que bate no corpo, então é melhor evitar sair de casa com os pequenos durante a noite e se estiver ventando muito", completou, salientando que o vento do inverno pode ocasionar dor de ouvido e de garganta nas crianças.

Priscilla de Paula, colunista do Estadão sobre maternidade, no entanto, alerta que os pais precisam ser rígidos na hora de agasalhar as crianças: não dar a ouvidos a elas quando ouvirem que "não estão com frio". "Esses dias fiquei quatro horas fazendo um esforço pessoal enorme pra aceitar que os cerca de 15 graus de SP não estavam provocando nada na minha filha de quatro anos, que não conseguiu autorização do pai pra colocar um vestidinho de piscina mas acabou passando o dia fantasiada de Elsa, sem agasalho. Ou seja, a diferença foi pequena", escreveu em um dos posts.

"Tem horas que não dá para fazer concessões: você vai sair de casa e está frio, ventando, você tem que colocar uma blusa ou dizer que a criança não vai sair. Não tem escolha. Dentro de casa, porém, em um final de semana, já dá pra aceitar que o seu filho ou filha não se agasalhe em momentos que os outros estão com frio. É difícil, mas dá", completou.

No caso dos bebês, uma dica dos especialistas para saber se eles estão com frio ou sem os agasalhos adequados é verificar se o nariz está gelado ou se eles estão transpirando muito. Ao contrário, se as roupas "de baixo" estiverem suadas, o cabelo da nuca úmido e o pescoço quente, é sinal de que estão com calor -- ou excessivamente agasalhadas.

Até dois anos de idade, os pais devem assumir o controle das roupas da criança, diz a pediatra Carolina Barbieri. "É preciso respeitar as crianças quando atingem idade suficiente para se expressarem diante do excesso ou da falta de agasalhos", finalizou.

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