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O que a saúde financeira tem a ver com a saúde mental?

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Estudos apontam que a realidade financeira afeta a saúde mental e vice-versa; entenda o cenário

Divulgação

ColunaBem-Estar

Durante o período de pandemia de Covid-19, os sentimentos mais diversos foram aflorados. Ansiedade, apreensão e medo são as queixas mais relatadas neste ano de 2020, elevando a demanda por psicólogos a um crescimento de 32% entre março e setembro, de acordo com levantamento da GetNinjas.

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou que os sentimentos de estresse, medo e preocupação são respostas normais durante uma pandemia, especialmente devido às mudanças bruscas provocadas pelo novo coronavírus em todo o planeta.

No entanto, não foram somente as preocupações com a saúde pessoal e de familiares ou as mudanças relacionadas ao novo modelo de trabalho, por exemplo, que levaram mais pessoas a consultas psicoterápicas. O desemprego e a preocupação com a perda de renda também gerou muito estresse aos brasileiros.

Na verdade, saúde mental e saúde financeira andam juntas, mas ainda poucas pessoas fazem essa associação. De acordo com pesquisa feita pela Associação de Psicologia dos EUA (APA), o dinheiro é a principal fonte de estresse para grande parte das pessoas. Isso porque os problemas financeiros afetam negativamente a saúde de todo o organismo, tendo impacto ainda mais profundo na saúde mental.

Saúde financeira X saúde mental
É interessante destacar que o inverso também acontece: a saúde mental também é capaz de afetar a saúde financeira, alterando emoções e comportamentos, além de aumentar a impulsividade para compras e outras decisões, como deixar o emprego, por exemplo. Um estudo da Money and Mental Health Policy Institute identificou que 93% das pessoas com saúde mental abalada gastam mais.

De maneira geral, a relação entre saúde mental e saúde financeira acontece dentro de um ciclo: pessoas estressadas por muito tempo, com depressão, ansiedade e outros sintomas, têm maior dificuldade para administrar suas finanças, devido ao medo e à preocupação para tomar decisões, o que gera mais estresse. O mesmo levantamento ainda aponta que 92% das pessoas com saúde mental abalada acham mais difícil tomar decisões financeiras e 74% delas adiam o pagamento de contas.

Nesse sentido, existe uma forte ligação entre o endividamento e a saúde mental, sendo que um agrava o outro, e vice-versa, levantando pensamentos negativos em relação à vida e até aumentando quadros ansiosos, melancólicos e de desesperança.

Uma questão de cada vez
A boa notícia é que é possível sair de ambas as situações. O primeiro passo é identificar o que chegou em primeiro lugar: se a dificuldade financeira ou se o abalo mental. Em seguida é hora de buscar apoio profissional para a área de necessidade, de forma a tomar melhores decisões também em relação à vida financeira.

Negociar dívidas em atraso passa a ser um novo objetivo, de forma a buscar as melhores opções de juros e condições para pagamento. Durante este período sensível que o mundo inteiro atravessa, olhar com mais cuidado para a saúde – emocional e financeira – também é uma forma de manter-se a salvo.

 

 

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