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Pentágono emite mais gases na atmosfera do que Portugal inteiro, diz pesquisa

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
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Os Estados Unidos jogam mais gases do efeito estufa na atmosfera por meio de suas operações de defesa sozinhas do que países industrializados da Europa, como Suécia e Portugal, afirmam pesquisadores internacionais. O Pentágono, que coordena as ações do exército estadunidense, emitiu cerca de 59 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa em 201, de acordo com um estudo publicado pela Brown University, em Rhode Island, nos EUA.

As emissões do Pentágono, diz o relatório, foram "em um ano, maiores do que as registradas por muitos países pequenos". Na verdade, se fosse um país, suas emissões o colocariam na 55ª posição entre os maiores emissores de gases do planeta. A Suécia, por exemplo, está na 65ª colocação entre os maiores emissores do planeta, enquanto Portugal ocupa a 57ª. A instituição não respondeu aos pesquisadores. Nesses locais, a população se previne investindo em purificadores de ar e outros aparelhos que amenizam os efeitos da poluição e auxiliam na respiração.
 
A China é o país que mais emite gases do efeito estufa atualmente, como o dióxido de carbono, o principal vilão do aquecimento global. Depois dos chineses estão os Estados Unidos.

A movimentação de tropas e armas é responsável por cerca de 70% do consumo de energia do Pentágono, especialmente por causa da queima de combustíveis usados em aviões e automóveis terrestres. Curiosamente, o Pentágono afirmou em janeiro que o aquecimento global é uma questão de "segurança nacional" durante uma audiência no Congresso em que também apresentou iniciativas de preparação para os impactos ambientais.

As temperaturas globais estão em crescimento de 3°C para 5°C neste século, longe da meta global de limitar essa expansão para 2°C ou menos, como a World Meteorological Organization, da ONU, afirmou em novembro. Quatro graus de aquecimento poderia aumentar em mais de cinco vezes a influência no clima, segundo um estudo publicado na revista Nature no começo de julho.

Ainda assim, os pesquisadores afirmaram que o Pentágono reduziu seu consumo de combustíveis de forma significativa desde 2009, quando passou a comprar veículos eficientes movidos com fontes renováveis e limpas. Seria possível diminuir ainda mais suas emissões se cortassem as missões no Golfo Pérsico para proteger, justamente, o acesso ao petróleo da região, finalizaram os pesquisadores.

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