Campo Grande/MS, Sábado, 11 de Julho de 2020 |
27˚
(67) 3042-4141
Colunistas
Domingo, 28 de Junho de 2020, 12h:23
Tamanho do texto A - A+
Colunistas

Qual é o melhor esporte para cada idade?

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

A professora de fisioterapia Julie Broderick explica de que maneira os exercícios devem se adaptar às necessidades de cada faixa etária

 

Divulgação

ColunaBem-Estar

A atividade física em geral promove diversos benefícios à saúde, como a redução do risco de problemas cardiovasculares, alguns tipos de câncer e o combate à diabete do tipo 2, por exemplo, além de auxiliar na saúde da mente ao promover maiores níveis de endorfina no corpo.


Para isso, existem opções diversas: é possível fazer aeróbicos e musculação em casa, na academia ou ao ar livre em diferentes modalidades e com benefícios que se encaixam melhor com as possibilidades dos indivíduos de cada faixa etária. Isso porque, ao longo dos anos, as necessidades se modificam e a forma de mover o corpo deve acompanhar essas mudanças.


A professora de fisioterapia Julie Broderick, do Trinity College de Dublin, na Irlanda, elenca em um artigo no The Conversation, publicação online aberta sobre discussões acadêmicas, quais tipos de esporte são mais adequados de acordo com cada fase da vida.


Na infância
O hábito de praticar exercícios físicos deve começar na infância, pois nessa fase eles ajudam a, além de manter um bom peso e desenvolver os músculos, aumentar as percepções de espaço e criar uma autoestima sólida.


Nesta etapa, a gama de opções é diversa e a criança deve experimentar várias modalidades. É aconselhado também que ao menos uma parte das atividades seja realizada ao ar livre – em parques ou no quintal.  


Na adolescência
É neste momento que as queixas sobre ansiedade e depressão começam a aparecer, e o esporte pode ter papel fundamental no combate a essas doenças.


O ideal na adolescência são as atividades em equipe, que vão manter a motivação, ampliar o círculo social e desenvolver a disciplina.


Aos 20
Esta é a década na qual o condicionamento físico atinge seu ápice. Reações e recuperações são mais rápidas e os músculos são facilmente alimentados pelo corpo.


Por conta disso, esportes que exigem força são os melhores a serem explorados neste momento. Boas opções são o rúgbi, o remo e o levantamento de peso na academia.


É importante ressaltar que os treinos aeróbicos continuam necessários para o bem estar.


Aos 30
A realização de trabalhos sedentários ou as obrigações familiares podem fazer com que seja difícil reservar um espaço para o esporte. Por isso, os exercícios otimizados são interessantes.


O recomendado são os treinos HIIT, que se caracterizam por serem mais curtos, porém de alta intensidade, mesclando séries rápidas de resistência e aeróbicos.


Aos 40
É nesta idade que a maioria de nós começa a ganhar peso. E, segundo os cientistas, os treinos que utilizam força são eficientes para equilibrar a balança.


Esta é também uma boa fase para começar a correr, o que ajuda o coração. Outra indicação dos especialistas é o pilates. Com ele, é possível fortalecer as costas, que podem começar a apresentar sinais de problema.


Aos 50
O desgaste físico começa a ser percebido de forma mais intensa nesta década. Podem começar a aparecer dores, desconfortos, perda muscular e doenças crônicas, como as relacionadas ao coração e à diabetes do tipo 2.


O aconselhado é fazer exercícios com peso duas vezes por semana e, nos outros dias, fazer caminhada ou corrida, que ajudam a circulação sanguínea. 


Aos 60
As mais aconselháveis nesta idade são as atividades leves, como as caminhadas em ritmo baixo, danças de salão e exercícios leves de força e flexibilidade, uma ou duas vezes por semana, para que não haja tanto impacto nas articulações.


Aos 70 anos ou mais
Aqui, os exercícios devem ter o foco em manter o idoso funcional para prevenir quedas e reduções na capacidade cognitiva. Tudo com foco nas capacidades e nos limites de cada indivíduo – não é o momento de forçar demais o corpo.


No fim das contas, o ideal em cada uma das fases é se manter ativo, sempre com o auxílio e a orientação de um profissional da saúde.

 

 

NENHUM COMENTÁRIO

Clique aqui para "COMENTAR ESTA NOTÍCIA" e seja o primeiro a comentar!
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO

Trinix