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Transtorno alimentar: qual o limite entre saúde e estética?

Por Laura Fassina

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Sintomas podem ser sutis e podem vir atrelados a outros problemas de saúde

iStock

ColunaBem-Estar

Transtornos psicológicos podem ser doenças silenciosas ou até mesmo mascaradas. Os transtornos ligados à alimentação, por exemplo, quando não são nítidos, podem ser percebidos em pequenos detalhes, como atenção demais ao peso, às formas do corpo ou nos alimentos.


Recentemente, no reality Big Brother Brasil (BBB), a participante Bárbara Heck, de Novo Hamburgo (RS), tem chamado a atenção a respeito de declarações e algumas posturas que ocorreram durante o programa. O diálogo que chamou mais a atenção do público, no entanto, foi entre Brunna e Laís, também participantes do reality, que disseram que a sister “não come arroz, nem feijão e nem pão; só ovo e café”. Laís, que é médica, ressaltou que a dieta de Bárbara é “perigosa”.


Os representantes de Bárbara, que é modelo e influenciadora digital, enfatizaram que a sister é saudável e “(...) inclusive, para fazer parte do programa, realizou os mais diversos exames para estar apta a participar do reality”, conforme relataram à página Gossip do Dia. O médico João Branco, que é médico especialista em medicina esportiva e ortomolecular, no entanto, diz que a restrição alimentar não regrada, como é o caso de Bárbara, pode causar problemas graves à saúde.


As maneiras mais comuns de distúrbios alimentares são a bulimia, a anorexia e o transtorno de compulsão alimentar. Há várias nuances entre o que é considerado estética e o que é considerado transtorno – e, às vezes, é difícil descobrir onde um começa e o outro termina. Fato é que, por conta da pressão social e do “culto à magreza” (em que ser magro[a] é visto como padrão de beleza e de saúde), os transtornos podem começar a se originar em boa parte das pessoas, sobretudo mulheres, que são mais expostas ao mundo da beleza.


Os especialistas formados na faculdade de psicologia e na faculdade de medicina alertam que os distúrbios alimentares vêm acompanhados de outros transtornos e sintomas, como ansiedade, depressão, transtornos do humor (como bipolaridade), estresse, além de traumas e problemas com autoestima. Há também problemas de compulsão alimentar que são periódicos, ou seja, são episódios pontuais de “comilança” em excesso, o que gera uma sensação de culpa em que a pessoa se pune, ficando dias sem comer ou praticando exercícios físicos para além do considerado normal.


No geral, os sintomas comuns aos transtornos alimentares, aliados a outros problemas emocionais e psicológicos, devem ser tratados de maneira imediata, antes que o problema se agrave. Um acompanhamento nutricional, psicológico e médico completo deve ser feito com o paciente que sofre com os problemas de transtorno alimentar.

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