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Caixa Econômica anuncia nova redução em taxas de juros para crédito imobiliário

Por Letícia Emori

Da coluna Casa e Decoração
Artigo de responsabilidade do autor

Banco já havia diminuído margem em setembro do ano passado; valor mais baixo é de 8,5%

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A Caixa Econômica Federal reduziu sua taxa dos juros do crédito imobiliário, confirmando as expectativas do início do ano do setor imobiliário. Pela nova tabela, a taxa mais alta cobrada pelo banco caiu de 11% ao ano para 9,75% ao ano, enquanto a taxa mais baixa, paga pelos correntistas ou quem tem algum tipo de relacionamento com o banco, passou de 8,75% ao ano para 8,5%.

O governo brasileiro estima que a Caixa possui sozinha 70% dos financiamentos para imóveis do país.

A instituição ainda anunciou a fusão de duas taxas distintas de juros cobradas para crédito imobiliário: a do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), voltada para os financiamentos de imóveis de menor valor e com partes financiadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), e a do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), destinado a imóveis com valor acima de R$ 1,5 milhão sem cobertura do FGTS.

Os juros da Caixa seguem a tendência da Selic, taxa básica brasileira para transações estipulada pelo Banco Central (BC). No ano passado, ela permaneceu em 6,50% ao ano – nível mais baixo desde o início da série histórica do BC, em 1986. O valor permanece até hoje.

Em setembro do ano passado, a Caixa já tinha anunciado uma redução de 0,75 ponto percentual em suas taxas de juros, indo de 9,5% para 8,75% ao ano, enquanto a máxima foi de 11% para 10,25% ao ano sobre o valor do empréstimo. Em abril, a Caixa havia abaixado suas taxas em 1,25 ponto percentual para operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Além disso, a instituição elevou, naquela época, a cota de financiamento de imóveis usados de 50% para 70% e retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%.

Segundo o banco, as novas regras valem não para imóveis à venda ainda novos, mas também para o financiamento de imóvel usado, a compra de terreno para construção, a construção em terreno próprio, além de ampliações e reformas. Pessoas físicas com dívidas imobiliárias também poderão renegociá-las, desde que pagando uma entrada à vista e incorporando as parcelas atrasadas nas prestações seguintes. Segundo o banco, 600 mil famílias brasileiras estão em dívida atualmente.

Cerca de 159 mil transações imobiliárias aconteceram apenas na cidade de São Paulo em 2018, enquanto o Rio de Janeiro registrou 66 mil vendas e compras de apartamentos no ano passado -- crescimentos de 13% e 1% em relação a 2017, respectivamente, segundo sites de imobiliárias analisados pela Associação de Registradores Imobiliários de São Paulo (ARISP), pela Associação de Registradores Imobiliários do Rio de Janeiro (ARIRJ) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que elaboraram índices de mensuração pela primeira vez na história do país.

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