Campo Grande/MS, Quinta-Feira, 05 de Dezembro de 2019 |
27˚
(67) 3042-4141
Colunistas
Sexta-Feira, 25 de Outubro de 2019, 12h:13
Tamanho do texto A - A+
Colunistas

Compra e venda de imóveis cresce quase 6% em São Paulo

Por Letícia Emori

Da coluna Casa e Decoração
Artigo de responsabilidade do autor

Maioria das regiões analisadas, contudo, apresentou retração no mercado imobiliário

Divulgação

ColunaCasaEDecoração

De acordo com o levantamento Indicadores de Registro Imobiliário, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pela Associação dos Registradores de Imóveis de São Paulo (Arisp), a compra e venda de imóveis no estado de São Paulo está em curva ascendente. O período compreende o acumulado de 12 meses, entre julho do ano passado e junho de 2019. O aumento foi de 5,97% em comparação com o período anterior.

Foram vendidos, ao todo, 613,3 mil imóveis, além de 919,1 mil transferências de registro, incluindo heranças, doações e partilhas de bens. Terrenos e apartamentos tiveram o maior número de partilhas, com, respectivamente, 32% e 31%. A melhora, apesar de tímida, tem sido importante para o setor imobiliário, afetado pela crise econômica até 2016.

“Nós estávamos em uma curva ascendente em 2012, e, em 2013, 2014, por conta da crise política e econômica, o mercado imobiliário sofreu. Então, tivemos uma curva descendente que só começou a ser revertida em 2016”, explicou a coordenadora de pesquisas da Arisp, Patrícia Ferraz, à Agência Brasil. Naquele ano, foram 499,5 mil imóveis comprados e vendidos e 741,3 mil transferências de registro.

Durante os períodos de crise, houve um problema no ajuste entre o que o consumidor gostaria de pagar por um apartamento à venda e o que o proprietário estava disposto a abrir mão. Com esse desequilíbrio, o preço dos imóveis permaneceu quase inalterado por alguns anos, colaborando para uma retração do mercado. "Quem queria vender não aceitava baixar o preço. E quem queria comprar não se dispunha a pagar o valor pedido. Então, as transações diminuíram, em um ajuste pela liquidez. Agora, estamos vendo uma retomada, o que pode até abrir espaço para um aumento nos preços no futuro", analisou o pesquisador da Fipe Eduardo Zylberstajn, em entrevista para o portal Uol.

As operações de compra e venda correspondem por 69% do total de transações analisadas. Apesar do crescimento, esse número está 32,6% abaixo do ponto alto do mercado imobiliário, em 2012, com 631.899 transações. O diagnóstico da Fipe e da Arisp é amplo e engloba todos os tipos de imóveis, tanto os novos como os usados. Outro ponto positivo é a queda no número de imóveis tomados por falta de pagamento: 7.840 nos últimos 12 meses, uma diminuição de 7,3% em relação ao período anterior.

Se o estado, como um todo, apresentou um aumento no número de transações, não se pode dizer isso de todas as cidades. Das 17 regiões pesquisadas, apenas sete obtiveram aumento na compra e venda de imóveis, enquanto as outras dez tiveram retrações. O maior crescimento foi na região de Campinas (12,86%), seguida por Vale do Paraíba (7,69%) e Itapetininga (6,80%). As maiores baixas, por sua vez, aconteceram em Marília (-17,05%), no litoral Sul (-15,87%) e em Piracicaba (-5,36%).

NENHUM COMENTÁRIO

Clique aqui para "COMENTAR ESTA NOTÍCIA" e seja o primeiro a comentar!
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO

Trinix