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Proptechs: companhias que projetam bairros e cidades prometem revolucionar o mercado imobiliário

Por Letícia Emori

Da coluna Casa e Decoração
Artigo de responsabilidade do autor

Startups tornam setor mais tecnológico, eficiente e flexível – tudo a um toque de distância do consumidor

iStock

ColunaCasaEDecoração

Na era da digitalização, tudo tornou-se muito mais fácil e acessível. E, no setor imobiliário, as coisas não são diferentes. Sites e plataformas que otimizaram busca, locação, compra e venda de imóveis já são cada vez mais comuns; agora, chegou a vez de inovar também na construção e no planejamento do local. Desta forma, surgiram as chamadas proptechs.

 

O ramo imobiliário é um dos mais rentáveis do mundo, correspondendo a cerca de 13% do Produto Interno Bruto (PIB) global, e as proptechs prometem movimentar ainda mais ao revolucionar o setor de ponta a ponta – desde a parte de construção até a compra de eletrodomésticos, por exemplo.

 

Além disso, as empresas responsáveis pensam em todas as soluções e facilidades para a vida dos moradores, incluindo fornecimento de água, energia e gás de cozinha para condomínios e edifícios.

 

Apesar de seu conceito ainda abstrato, essas startups prometem melhorar de forma contínua os imóveis, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento e consumo do ambiente construído, de forma individual e personalizada. Esses produtos podem variar, pois respondem ao padrão de consumo.

 

Segundo Pedro Waengertner, CEO da ACE, fundo de capital que realizou um estudo no ramo, “o mercado de construção e propriedades é antigo e tem uma grande proporção em relação ao PIB. Existe muito dinheiro e geralmente estamos fazendo mais do mesmo, então existem muitas oportunidades. Vemos muito potencial de evolução”, apontou.

 

No Brasil, o crescimento dessas empresas já é uma grande tendência. Enquanto em 2017 havia apenas 230 startups brasileiras do tipo, esse número saltou 235% até 2021, segundo o mesmo estudo. Para Pedro, o crescimento se justifica pela lei da oferta e da demanda, pois os consumidores estão procurando maneiras cada vez mais simples e rápidas de adquirir bens e serviços, incluindo os imóveis.

 

“A etapa atual é dominar a cadeia de ponta a ponta. A mesma empresa que vende imóveis também pode oferecer financiamento e reforma, por exemplo. As startups estão ampliando seu escopo e ampliando sua avaliação de mercado. Basta ver o valor de venda do Zap Imóveis (de R$ 2,9 bilhões para a OLX), ou do valuation da Loft (US$ 2,9 bilhões)”, complementa Waengertner.

 

Além da alta procura dos consumidores e de grandes empresas do ramo, um dos maiores impulsos para o aumento das proptechs foi o interesse dos investidores em propriedades. Com a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, historicamente mais baixa, o setor imobiliário se tornou mais atraente, uma vez que as taxas de financiamento imobiliário acompanham a Selic.

 

Desta forma, as empresas devem tornar o setor imobiliário no geral muito mais eficiente, automatizado e eficaz, encurtando o tempo de negociação e diminuindo as burocracias.

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