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Carreira de auditor externo no TC-DF é "fantástica", diz servidor do tribunal

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Governo federal autorizou o órgão judiciário a contratar 12 profissionais para início imediato -- os salários chegam a R$ 27,4 mil

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O governo federal autorizou o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TC-DF) a contratar procuradores e auditores por meio de um concurso público. O plano inicial era convocar 47 profissionais, mas o número de vagas foi modificado no mês passado: serão 12 vagas, sendo dez para auditor de controle externo, uma para procurador e uma para auditor conselheiro substituto, com salários respectivos de R$ 18,9 mil, R$ 27,4 mil e R$ 11,3 mil.

Leonardo Murga, auditor de controle externo do TC-DF, disse à Folha Dirigida que as atribuições desse profissional no tribunal estão ligadas à fiscalização das contas públicas. "Desempenhamos atribuições privativas de natureza finalística de controle externo, tais como auditorias, inspeções, instruções processuais e outros procedimentos de fiscalização", afirmou.

"Ou seja, fiscalizamos a correta aplicação do dinheiro público, combatendo desvios e fraudes. A principal função é sempre zelar, sob a ótica da técnica, pelo bem-estar dos cidadãos por meio da eficiência na aplicação das políticas públicas", completou ele.

Murga disse que a carreira é "fantástica" e que o servidorismo público candango é um dos melhores do país, às vezes até superior aos cargos federais: não apenas pelos salários, que podem chegar a R$ 30 mil, mas também pelo ambiente de trabalho. É uma impressão parecida ao do auditor federal de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU) e professor do Gran Cursos Online, consultoria especializada nesse tipo de exame, Egbert Nascimento.

Segundo ele, a carreira no funcionalismo candango é mais valorizada até do que posições em órgãos federais. "O serviço público no Distrito Federal é muito valorizado. Tive uma evidência recentemente disso com uma colega minha que passou no concurso para auditora do Tribunal de Contas do Distrito Federal e que, depois, foi aprovada em outro edital, para analista da Câmara dos Deputados. Tomou posse, começou a trabalhar, mas percebeu uma semana depois que o TC-DF era melhor. Desafia o senso comum pensar que um órgão que não é federal é melhor do que um do peso da Câmara", disse.

Para Nascimento, por se tratar de uma área que mexe com o dinheiro público, o prestígio é evidente. "É uma carreira que sempre será valorizada dentro do funcionalismo público por questões óbvias: se o governo trata mal quem arrecada, fica sem oxigênio, não respira", explica. "Eu tenho um amigo que trabalha na Sefaz-DF e está em um regime de teletrabalho, analisando processos, recursos de autuações, de autos de infração, já tem um bom tempo de casa, mas o regime de trabalho é muito tranquilo", completou.

O edital TC-DF ainda não tem prazo para sair. O último concurso foi realizado em 2014, quando 69 vagas foram preenchidas -- 19 para auditor de controle externo, 12 para técnico de administração pública e 38 para analista. Dois anos depois, o órgão chegou a realizar um novo certame, mas, por causa da grave crise financeira que vivia à época, decidiu cancelar a prova.

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