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Como as redes sociais podem influenciar na sua contratação ou demissão

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Recrutadores e gestores monitoram candidatos e funcionários para evitar crise de imagem

Divulgação

ColunaEducaçãoECarreira

As redes sociais são importantes ferramentas de interação social com a família e com os amigos. Mas, hoje, a linha entre o que é público e privado está cada vez mais tênue. Se antes o Facebook, por exemplo, era uma plataforma voltada para o curtir, compartilhar e comentar de forma pública, recentemente a empresa anunciou uma guinada na estratégia para preservar as conversas privadas. Nesse contexto, quem está à procura de um emprego precisa ter muito zelo com as informações públicas postadas na internet.

As empresas precisam ter credibilidade e uma boa imagem. Para atingir esse objetivo, é necessário que os funcionários estejam alinhados com o mindset e com um determinado comportamento profissional. Para monitorar as redes sociais, os headhunters se tornaram profissionais responsáveis por fazer uma triagem sobre o que é publicado por concorrentes em plataformas como Twitter, Facebook ou Instagram.

No caso de candidatos à uma vaga de emprego, essa é uma pré-entrevista para tentar absorver o máximo de informação sobre um determinado indivíduo e saber se ele está alinhado com a missão e os valores da companhia. Normalmente é feita na última fase do processo de contratação. É um check-up do comportamento digital do futuro funcionário. Em muitos casos, essa checagem pode até descartar o candidato.

Algumas postagens e comportamentos são considerados normais, como a publicação de um texto de aniversário para melhor amiga ou uma homenagem no dia das mães ou dos pais. Mas outros, como frases discriminatórias e discursos de ódio ou indiretas para colegas e chefes são considerados comportamentos inadmissíveis.

Por outro lado, uma presença positiva nas redes sociais podem fazer bem ao candidato. Pessoas engajadas em projetos voluntários, como campanhas de agasalho, ONGs de defesa de direitos de animais, idosos, entre outros, são bem avaliadas pelos recrutadores. O motivo é simples: o mercado gosta de saber as ações positivas feitas pelos funcionários fora da empresa. Antes de procurar emprego, portanto, vale revisar os posts e fazer ajustes, se necessário.

Em último caso, cabe até mesmo separar o perfil profissional do pessoal. No primeiro você só publica informações relacionados com o segmento ou setor no qual você trabalha, e o segundo você mantém privado e só posta informações direcionadas a amigos e familiares.

As redes sociais também podem ser pivô da demissão de algum funcionário. Assim como há o monitoramento prévio do candidato, as empresas também investem no monitoramento do funcionário para evitar crises decorrentes de uma exposição indevida. Quando acontecem situações do gênero, as empresas pode ter sua imagem arranhada, muitas vezes com impacto financeiro.

Em empresas como o Grupo Globo, por exemplo, os profissionais são obrigados a seguir um manual de conduta na internet para manter a segurança dos projetos e para preservar o funcionário e a empresa. A prática é comum em grandes corporações e se expande, também, para empresas de médio porte. Além do monitoramento, os gestores realizam treinamentos com as equipes para fornecer boas práticas de ética e conduta nas redes sociais.

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