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Coronavírus e educação: entenda os desafios das aulas à distância no país

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Acesso a computadores e à internet de qualidade são alguns dos problemas enfrentados

 

Divulgação

ColunaEducaçãoECarreira

Com o aumento de casos do novo coronavírus no Brasil e a recomendação do isolamento social como forma de conter a disseminação da doença, as aulas das redes públicas e privadas nos ensinos básico, fundamental, médio e superior foram suspensas no modo presencial. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) cerca de 800 milhões de crianças e adolescentes ao redor do mundo foram afetados por essas medidas.


Para que o ano não seja perdido, algumas instituições adotaram o ensino a distância (EAD) – aprovado pelo Ministério da Educação na Portaria Nº 343 e válido até que a pandemia acabe –, com aulas via videoconferência e atividades complementares para seguir com o calendário letivo.


No entanto, essa iniciativa esbarra no acesso limitado a computadores e à internet de qualidade no país, além do desafio enfrentado ao tentar manter as crianças mais novas focadas nas lições enquanto estão em casa, já que os pais não possuem os métodos de alguém que fez um curso de pedagogia e, possivelmente, estão em regime home office, sem poder oferecer tempo integral aos filhos.


Uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), em 2019, mostra que em 58% das residências do país não há computadores e em que 33% não existe internet. A amostra é ainda maior em áreas periféricas e rurais do país.


“A gente gosta de dizer que crianças convivem com internet, com computadores, que elas são letradas na realidade virtual, mas a gente esquece que essas crianças são de classe média. As mais pobres não têm acesso fácil como a gente gosta de imaginar”, afirma Alexsandro Santos, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo e coordenador do Curso de Pedagogia da Faculdade do Educador.


Como forma de mitigar os efeitos, o Conselho Nacional de Educação (CNE) elaborou e aprovou um material com orientações sobre como agir neste período para escolas, estados e municípios. Nele, há a possibilidade de repor os dias letivos prejudicados ao final do estado de emergência. Para isso, as aulas poderão ser encaixadas em dias como “recesso escolar do meio do ano, de sábados e a reprogramação de períodos de férias”, explica a nota lançada.


Além do Brasil, outros países também enfrentam desafios nessa área. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 154 milhões de crianças estão sem aulas na América Latina e no Caribe, devido ao surto do novo coronavírus.

 

 

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