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Educação financeira e economia compartilhada tornam-se aliadas do bolso dos brasileiros

Por Aline Reis

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Ao invés de possuir bens, tendência é de pagar pelo seu uso

iStock

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A economia compartilhada tem conquistado os brasileiros. É a nova maneira de consumir bens e serviços, incentivando a economia colaborativa. Assim, aproveitam-se recursos que antes se encontravam ociosos. A onda agora é usar algo, e não possuí-lo. A era digital facilitou o acesso com plataformas e aplicativos que possibilitam essa mentalidade colaborativa.


Em viagens que antigamente reservava-se um hotel, agora se aluga um quarto na casa de uma pessoa local. Se uma pessoa precisa viajar e não tem com quem deixar o animal de estimação, pode-se encontrar cuidadores de pets no bairro. Não é necessário possuir uma bicicleta que vai ocupar espaço em casa e dar trabalho com conserto quando falha, pois aluga-se uma por hora, tanto para o deslocamento, quanto para o passeio. Ao invés de pedir comida de restaurante, dá para ter a comida caseira entregue em casa. Até casa por assinatura já é possível. Se cansou do bairro? Mude para outro, sem muita burocracia ou estresse.


A mentalidade das pessoas está mudando. Assim como a opinião sobre ter um carro antigamente, que era sinal de status, hoje isso já está fora de moda. A motivação não é somente do desapego, mas também econômica. Possuir esse bem significa pagar os custos de impostos, seguro, estacionamentos e custos com a manutenção. Ao invés disso, cresce a demanda pela assinatura de carros como alternativa para economizar com os custos de um veículo próprio.


Um levantamento recente revelou que alugar um carro pode ser até mais barato em relação a utilizar aplicativos como o Uber, dependendo da quilometragem rodada por dia. Com a pandemia e as preocupações com a disseminação do coronavírus, evitar o transporte coletivo se tornou uma das metas de muitos que encontraram no aluguel de carros uma alternativa viável para o deslocamento.


Com a assinatura de carros, não se esquenta a cabeça com as burocracias de possuir um veículo – tudo é resolvido pela empresa que aluga. O locatário não precisa lidar com todo o ônus de se ter um carro, ficando apenas responsável por pagar a mensalidade e as despesas com combustível. Caso tenha qualquer problema com o veículo, pode-se ter à disposição um substituto. Na hora de vender o carro, os donos ainda enfrentam a depreciação do veículo. Com a economia compartilhada e o uso de bens, ao invés de tê-los, evita-se grandes dores de cabeça. Assim, sobra tempo e dinheiro para investir o alto custo de investimento na compra de um veículo em outro sonho.

 

 

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