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Entenda como será o Enem Digital, proposto pelo governo para 2026

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Segundo Ministério da Educação, alunos poderão fazer o exame até mesmo jogando games

Divulgação

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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá uma versão inédita a partir do ano que vem: os candidatos poderão fazer a prova a distância. A novidade, apresentada pelo Ministério da Educação (MEC) no mês passado, já será implementada para 50 mil candidatos na edição de 2020 da prova mais concorrida do país.

Segundo o ministro Abraham Weintraub, a ideia é que o projeto esteja completamente implementado até 2026, quando estudar para o Enem passará por questões com vídeos, infográficos e até games. Para ele, as duas vantagens principais do novo formato é o alinhamento com que já está sendo feito hoje em outros países e a economia de recursos com o fim da impressão das provas. Além disso, a correção será mais rápida, argumentou ele.

“Objetivamente, a pessoa pode receber a prova dela no celular já corrigida e verificar se concorda ou se teve algum erro de registro. Vai ter o comprovante em arquivo, tudo certinho”.

Weintraub ainda acredita que, daqui sete anos, a imensa maioria das casas e escolas brasileiras terá acesso a um computador ou um celular conectado à Internet. Hoje, segundo o MEC, apenas 38% das escolas públicas do país têm laboratório de informática. Especialistas discordam da opinião do ministro, no entanto.

Segundo o diretor do Centro de Ensino Médio 404, em Brasília, Felipe de Lemos Cabral, apesar dos jovens saberem manusear os softwares de celular, o conhecimento técnico é escasso. "Hoje o aluno está muito mais inserido via celular. Usam muito a rede social e sabem pouco lidar com o resto da informação que a internet disponibiliza. Têm pouco acesso técnico, têm pouca formação do trato com o computador, com coisas simples como formatar um texto, por exemplo", disse à Agência Brasil.

"Não é má ideia, mas acho que teria que ter uma preparação maior do sistema para isso", completou.

O ministro argumentou ainda que o  formato digital possibilitará a adequação do Enem ao projeto do novo ensino médio, aprovado no ano passado pela pasta. Nele, os estudantes terão uma formação comum definida pela Base Nacional Comum Curricular, com flexibilidade para escolher uma especialização após os primeiros anos de disciplinas obrigatórias. Os "itinerários" disponíveis deverão ser linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico.

O Enem de 2019 tem pouco mais de cinco milhões de inscrições confirmadas, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O número desconsidera cerca de 1,3 milhão de pessoas que se inscreveram, mas ainda não pagaram a taxa de inscrição de R$ 85 para protocolar a participação. O exame dá acesso a cursos universitários em instituições espalhadas por três formas: Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) ou do Programa Universidade para Todos (ProUni).

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