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Pesquisa relata estrutura precária de tecnologia e internet em escolas rurais

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Levantamento foi feito entre agosto e dezembro do ano passado

Divulgação

ColunaEducaçãoECarreira

Hoje, fala-se muito sobre o potencial de novas tecnologias na educação de base. Elas fornecem um novo mundo de possibilidades, mas infelizmente nas regiões rurais brasileiras  isso está longe de ser uma realidade. Nesses locais, são raras as crianças que possuem um computador de mesa ou um notebook, por exemplo. Uma recente pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) mostrou que grande parte das escolas na zona rural ainda carece de tecnologia.

De acordo com a pesquisa TIC Educação 2018, 57% das escolas  dizem não ter nenhum computador de mesa; 68% não têm nenhum notebook e 92% não têm tablets. Os casos mais críticos estão nas regiões Norte e Nordeste do país. Na zona urbana, cerca de 98% das escolas possuem ao menos um computador com acesso à internet, na zona rural esse índice cai para 34%. Mesmo nos casos em que há computador, nem sempre eles estão disponíveis para os estudantes, já que 62% das escolas rurais não têm computadores para os alunos.

“Descobrimos que nas escolas rurais só 43% possui um computador para uso administrativo. Elas estão com problemas mais básicos do que  nas urbanas, com falta de estrutura tanto para alunos e professores quanto para a parte administrativa”, ressalta a coordenadora da pesquisa TIC Educação, Daniela Costa, em entrevista ao portal Canal Rural. O uso de tecnologia só acontece, em muitos casos, quando o próprio professor leva um computador, tablet ou smartphone para a sala de aula.

A pesquisa revela que os alunos de escolas rurais estão excluídos do acesso de mais uma fonte importante de informação - a internet. Segundo o levantamento, nas escolas em zonas urbanas, 89% dos alunos do ensino médio recorrem a vídeos ou tutoriais na internet como fontes de informação. Além disso, 86% podem acessar a internet sozinhos; 81% com colegas ou amigos; 69% com familiares ou outras pessoas; e 43% com professores ou educadores.

Em escolas públicas e particulares, 54% dos estudantes declararam ser instruídos pelos professores a usar a internet para fazer trabalhos escolares; 57% dos docentes disseram quais sites os estudantes deveriam utilizar e 51% pediram para compararem informações em sites diferentes.

O histórico de pesquisas nas áreas urbanas vem desde 2010. As escolas rurais só passaram a ser incluídas no levantamento a partir de 2016 e o objetivo era ampliar a atuação nessas regiões. Por dificuldades técnicas, boa parte das pesquisas são feitas por telefone, enquanto nas zonas urbanas elas são feitas de forma presencial.

A pesquisa foi feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O levantamento foi feito entre agosto e dezembro do ano passado.

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