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Qual a diferença entre comércio exterior e comércio internacional?

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Entender os conceitos é importante para não provocar conflitos profissionais ou uma má escolha de carreira

Divulgação

ColunaEducaçãoECarreira

Sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), na Suíça

Os estudantes que se interessam por assuntos internacionais, sobretudo no que tange à troca de produtos e serviços entre nações,  eventualmente podem ter dúvidas sobre alguns conceitos utilizados pelo mercado. Entendê-los é fundamental para não cometer algum erro no momento de escolher a carreira ou área de atuação. Um dos termos mais utilizados neste contexto é o comércio.

Presente desde a antiguidade, a troca de artefatos e de mantimentos  sempre foi uma forma de promover o intercâmbio cultural entre os grupos populacionais e também de garantir comida para os habitantes de um determinado local. Para facilitar este processo, ao longo dos séculos foram desenvolvidas várias equivalências de valor e de moedas para promover essa troca, o que ficou popularmente conhecido como comércio.

É nesse cenário que entra o comércio internacional. Como cada país possui uma realidade e suas peculiaridades, foi necessário criar regras aplicadas a todos os países de um determinado acordo internacional, tudo para facilitar as negociações comerciais. Elas podem regular o movimento de capital e a compra e a venda de produtos e serviços entre as nações. Normalmente valem para um bloco econômico específico, como é o caso do Mercosul e da União Europeia.

No caso da UE, por exemplo, existe até uma moeda em comum entre os países para facilitar as transações comerciais. Além disso, os acordos internacionais podem ocorrer por meio de organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), a Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Câmara do Comércio Internacional (CCI).

Mas o comércio internacional não viola a soberania de um país. É por este motivo que também existe o comércio exterior. A grande diferença é que neste caso, os países definem as próprias regras em consonância com o comércio internacional. É nessa seara que surgem as padronizações e regularização de produtos que entram em um determinado país. Os produtos exportados e importados, portanto, seguem procedimentos legislativos, administrativos, tributários e aduaneiros. No Brasil, o principal órgão que regula essas operações é o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços  (MDIC).

A questão é que os dois conceitos estão interligados. A relação entre o comércio exterior de dois ou mais países pode formar padrões de comércio internacional. Entender essa diferença é crucial para saber com qual área você mais se identifica e não fazer confusão, provocando conflitos profissionais. Com a ascensão da tecnologia, hoje é possível fazer um curso de comércio exterior ead (ensino à distância) ou até procurar uma modalidade presencial, caso se encaixe melhor entre suas prioridades.

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