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Decisão de Toffoli atinge até investigações contra o tráfico, diz chefe do MP paulista

Por Marco Eusébio

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Gianpaolo: casos de investigação de lavagem de dinheiro, evasão de capitais, de tráfico de drogas e de facções ficarão parados

Além de prejudicar investigações de desvios de dinheiro público, até a apuração de crimes de tráfico de drogas e de facções criminosas são prejudicadas com a decisão do presidente do Supremo, Dias Toffoli, de suspender todas as investigações que usem, sem autorização da Justiça, informações do Coaf e da Receita Federal, disse ontem à imprensa o chefe do Ministério Público de São Paulo, Gianpaolo Smanio. "São casos de investigação de lavagem de dinheiro, evasão de capitais, de tráfico de drogas, de criminosos da facção PCC que ficarão parados e terão um prejuízo imenso", afirmou o procurador-geral paulista. "Os informes do Coaf, regulados por lei, independem de ordem judicial e devem ter como característica a celeridade, uma vez que a movimentação de capitais ocorre em velocidade impressionante no Brasil e no mundo. A quebra de sigilo para produção de prova, essa sim, carece de autorização judicial", diz em nota (aqui) do MP-SP.

A Folha de S.Paulo afirma que ao tomar a decisão em recurso de Flávio Bolsonaro, investigado pelo MP do Rio com seu ex-assessor Fabricio Queiroz, Toffoli neutralizou reação de bolsonaristas do governo à medida. Mas nas redes sociais, a coisa não é bem assim. Nesta terça-feira a hastag #ForaToffoli é uma das líderes de postagem no Twitter. Uma das poucas vozes a favor da medida foi a do presidente nacional da OAB Felipe Santa Cruz que afirmou ao Estadão: "Não é porque a família Bolsonaro já deu declarações preocupantes e contraditórias sobre a democracia que ela não mereça ser protegida pelas instituições democráticas". Ao divulgar a declaração do advogado, o site O Antagonista ironizou: "Os lulistas se tornaram os maiores defensores de Flávio Bolsonaro. O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, é um exemplo disso."

 

 

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