Campo Grande/MS, Quinta-Feira, 13 de Agosto de 2020 |
27˚
(67) 3042-4141
Colunistas
Quarta-Feira, 15 de Julho de 2020, 07h:29
Tamanho do texto A - A+
Colunistas

Gilmar diz que respeita Forças Armadas, mas pede “interpretação cautelosa”

Por Marco Eusébio

Da coluna Entrelinhas da Notícia
Artigo de responsabilidade do autor

Nelson Jr/STF

ColunaMarcoEusébio

Gilmar reforça que refuta recrutamento de militares para combate contra Covid que não se mostra eficaz

Um dia depois de os comandantes das Forças Armadas e o Ministério da Defesa divulgarem nota conjunta repudiando sua acusação ao Exército de se associar a um "genocídio" durante a pandemia de Covid-19 no Brasil (veja aqui), Gilmar Mendes disse ontem em nota que respeita as Forças Armadas, mas conclama "uma interpretação cautelosa do momento atual". O ministro do Supremo que, em live no sábado, criticou o fato de o Ministério da Saúde estar sem ministro titular há dois meses, em plena pandemia, liderado por um grupo de militares comandado pelo ministro interino, general Eduardo Pazuello, declarou hoje que não atingiu a honra do Exército. "Apenas refutei e novamente refuto a decisão de se recrutarem militares para a formulação e execução de uma política de saúde que não tem se mostrado eficaz para evitar a morte de milhares de brasileiros", afirma.

Leia a íntegra da nota de Gilmar Mendes:

"Ao tempo em que reafirmo o respeito às Forças Armadas brasileiras, conclamo que se faça uma interpretação cautelosa do momento atual. Vivemos um ponto de inflexão na nossa história  republicana em que, além do espírito de solidariedade, devemos nos cercar de um juízo crítico sobre o papel atribuído às instituições de Estado no enfrentamento da maior crise sanitária e social do nosso tempo.

Em manifestação recente, destaquei que as Forças Armadas estão, ainda que involuntariamente, sendo chamadas a cumprir missão avessa ao seu importante papel enquanto instituição permanente de Estado.

Nenhum analista atento da situação atual do Brasil teria como deixar de se preocupar com o rumo das nossas políticas públicas de saúde. Estamos vivendo uma crise aguda no número de mortes pela covid-19, que já somam mais de 72 mil. Em um contexto como esse, a substituição de técnicos por militares nos postos-chave do Ministério da Saúde deixa de ser um apelo à excepcionalidade e extrapola a missão institucional das Forças Armadas.

Reforço, mais uma vez, que não atingi a honra do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica. Aliás, as duas últimas nem sequer foram por mim mencionadas. Apenas refutei e novamente refuto a decisão de se recrutarem militares para a formulação e execução de uma política de saúde que não tem se mostrado eficaz para evitar a morte de milhares de brasileiros."

 

 

LEIA A COLUNA DE HOJE CLICANDO AQUI EM MARCO EUSÉBIO IN BLOG

 

 



 


 

NENHUM COMENTÁRIO

Clique aqui para "COMENTAR ESTA NOTÍCIA" e seja o primeiro a comentar!
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO

Trinix