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Pedido de lockdown em Campo Grande divide opiniões de pré-candidatos

Por Marco Eusébio

Da coluna Entrelinhas da Notícia
Artigo de responsabilidade do autor

Fotos Divulgação e reprodução de vídeo

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Kemp apoia o lockdown; Esacheu defende 'congelar o salário' de defensor, prefeito e vereadores caso fechem o comércio

O pedido de lockdown para conter o avanço da covid-19 em Campo Grande feito nesta semana à Justiça pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul divide pré-candidatos à prefeitura da Capital. Entre os que criticaram a medida, está o ex-presidente da Casa Casa, Esacheu Nascimento (Progressistas). Em live hoje no Facebook com dois pré-candidatos da sigla à Câmara, entre eles o ex-secretário municipal de Saúde Ivandro Fonseca, Esacheu propôs "suspender os salários de quem está defendendo o lockdown" e também os salários "do prefeito e dos vereadores", caso sejam paralisadas as atividades do comércio e serviços, que geram empregos e arrecadam impostos para o Município (veja o vídeo aqui na rede social). O pré-candidato Wilton Acosta (Republicanos), consultado, também disse ser contra a medida. "Não justifica um Lockdown com pouco mais de 6 mil pessoas infectados em todo o MS", afirmou, excluindo em sua contagem os 22.020 recuperados dentre os 28.315 que já contraíram o vírus no estado, conforme boletim de hoje (veja aqui) da Secretaria de Saúde.

Em sentido oposto, estão pré-candidatos à cadeira de prefeito que defendem o lockdown. "Sou a favor. A partir da orientação das autoridades sanitárias, acredito que este é o momento de um lockdown para evitar o colapso da rede pública e situações dramáticas nos próximos dias", disse hoje ao Blog o deputado estadual Pedro Kemp (PT). O advogado Mário Fonseca (PCdoB) lançou nas redes sociais um comunicado anunciando seu "apoio à ação da Defensoria Pública" pedindo "que o Judiciário cumpra seu papel e mande a prefeitura determinar o lockdown" e pede ao prefeito Marquinhos Trad (PSD) que consulte a sociedade civil e profissionais de saúde sobre o assunto.

Existem ainda pré-candidatos que defendem estudos científicos para comprovar a necessidade ou não de determinadas medidas contra o avanço do contágio, como o vereador Vinícius Siqueira (PSL) que entrou na Justiça neste sentido (leia aqui). O deputado estadual Márcio Fernandes (MDB) acredita que o prefeito Marquinhos está desorientado sobre o assunto. "Acho que o prefeito fechou quando não era necessário [no início da pandemia] e agora que veio a orientação de todos os órgãos para fechar, ele não está vendo possibilidade, porque seria péssimo penalizar novamente o comércio", declarou o emedebista. Outros pré-candidatos, consultados, não responderam até a hora desta publicação.

 

 

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