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Procurador diz que vive “à base de antidepressivo” por ganhar só R$ 24 mil

Por Marco Eusébio

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G1 diz que, com indenizações e outras remunerações, procurador que reclama do salário recebeu R$ 50,1 mil líquidos em junho

A possibilidade de o governo de Minas Gerais ficar impedido de conceder qualquer reajuste salarial, caso assine acordo de recuperação fiscal com o governo federal como fez o governo do Rio de Janeiro, levou integrantes do Ministério Público mineiro a demonstrarem insatisfação com os salários. Em reunião com os colegas, o procurador Leonardo Azeredo dos Santos disse que não tem "origem humilde", não está "acostumado com limitação", reclamou que reduziu seu "estilo de vida" para poder viver com R$ 24 mil e questionou o procurador-geral do MP-MG Antônio Sérgio Tonet se será possível melhorar a situação, ou se vão "ficar nesse miserê".

"Agora, eu e vários outros, já estamos vivendo à base de comprimidos, à base de antidepressivo. Estou falando desse jeito aqui com dois comprimidos sertralina por dia, tomo dois ansiolíticos por dia e ainda estou falando desse jeito. Imagine se eu não tomasse? Ia ser pior que o Ronaldinho. Vamos ficar desse jeito? Nós vamos baixar mais a crista? Nós vamos virar pedinte, quase?". O desabafo do procurador foi gravado em áudio divulgado no site do MP-MG e reproduzido pela Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte – ouça aqui.

BEM MAIS QUE R$ 24 MIL – Ao divulgar a notícia, o site G1 MG informou ontem que "levantamento no Portal da Transparência mostra que Leonardo Azeredo recebe remuneração bruta de R$ 35.462,22. Com descontos, o valor vai para cerca de R$ 24 mil. Mas, de janeiro a julho, incorporaram-se aos vencimentos, em todos os meses, Indenizações e outras remunerações em valores que ultrapassam R$ 20 mil". "O maior vencimento recebido pelo procurador foi em junho. O valor líquido foi de R$ 50.104,64, acrescidas de indenização, no valor de R$ 8.984,18 e outras verbas remuneratórias, no valor de R$ 19.528,84. Somados, o valor dá R$ 78.617,66", acrescenta o G1 MG.

 

 

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