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Brasil ainda sofre dificuldades com expansão do acesso à internet pelo país

Por Alice Bachiega

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

Acesso à internet no Brasil ainda é muito desigual, e os principais afetados são os estudantes

iStock

ColunaTecnologia

Não é de agora que a internet já é algo recorrente na vida da maioria dos brasileiros, mas a pandemia tornou o que era opcional em algo praticamente obrigatório. Hoje, as pessoas trabalham, estudam e desempenham diversas atividades básicas do dia a dia através da internet, mas, infelizmente, esse ainda é um recurso que está longe de ser usufruído por todos os brasileiros.


Dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil apontam que 42 milhões dos lares brasileiros não possuem computador em casa, representando 75% de toda a população que possui moradia. Desses 42 milhões, 31,7 milhões alegam não ter computador, devido ao alto custo do equipamento. Ainda assim, a maioria dos brasileiros acessa a internet pelo celular, mas o problema é um pouco mais complexo.


Um estudo da PwC Brasil mostra que 81% dos brasileiros utilizam a internet, mas apenas 20% da população tem acesso a uma conexão de qualidade, ou seja, banda larga. Diante disso, somente um terço dos indivíduos se encaixam em um estado de conectividade plena, sem dificuldades ou interrupções. Neste grupo, a maioria são pessoas brancas de classes A ou B; pessoas negras e de classes C, D e E passam em média metade de um mês sem acesso à rede, em sua maior parte.


Entre as principais características dos plenamente conectados, que representam 29% da população (aproximadamente, 50 milhões de pessoas), temos residentes da região Sul e Sudeste, com celular pós-pago, computador pessoal e nível de escolaridade superior. Os parcialmente conectados são 25% da população (ou 45 milhões de pessoas), concentrados na região Sudeste, pertencentes a classes sociais mais baixas, com menos escolaridade e, em sua maioria, negros. Já os desconectados somam quase 34 milhões de pessoas, ou 20% da população, todos de classe baixa e predominantemente não alfabetizados ou idosos.


Os estudantes de classe baixa foram um dos grupos mais prejudicados pela pandemia. Mais de 47 milhões de estudantes precisaram ficar em isolamento, muitos deles sem conexão domiciliar com a internet. Quem cursa ensino superior, especialmente pelo ensino a distância, como um curso de Biomedicina EAD, por exemplo, também foi duramente afetado nesse período.


A falta de estrutura do ensino público para fornecer aulas virtualmente também se mostrou um grande problema. Além de aproximadamente 6 milhões de estudantes não terem condições de participar das aulas, apenas uma em cada cinco escolas investia em tecnologia, o que acabou dificultando ainda mais a situação dos estudantes de baixa renda.

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