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Carro movido a hidrogênio é nova aposta da China

Por Gustavo Torniero

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

Países asiáticos investem em novas tecnologias e em energias renováveis para aumentar a eficiência energética

Divulgação

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Os carros movidos a hidrogênio são a nova aposta da China para promover a energia verde no maior mercado automotivo do mundo. "Os veículos movidos à célula de combustível de hidrogênio e veículos elétricos puros com baterias de lítio são rotas técnicas importantes para veículos de energia renovável", disse Huang Libin, porta-voz do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) do país.

Os veículos elétricos puros são ideais para viagens curtas, enquanto os movidos à célula de hidrogênio são indicados para uso comercial e distâncias mais longas. Ambos são elétricos, mas o segundo tem uma maior eficiência energética. A aposta da China é de que os dois modelos vão se complementar para atender as necessidades dos cidadãos. A iniciativa foi anunciada depois que o  presidente-executivo da Toyota, Akio Toyoda, tornou pública a parceria entre a montadora japonesa e a Universidade de Tsinghua, para o desenvolvimento de outras energias verdes para carros, incluindo o hidrogênio.

O projeto contará com um instituto conjunto de pesquisa entre a empresa e a instituição de ensino. Em comunicado, a empresa disse que o objetivo é cooperar em pesquisas não apenas relacionadas a carros para os consumidores chineses, mas também relacionadas à utilização ativa de energia de hidrogênio que pode ajudar a resolver os problemas de energia da China. A iniciativa também pretende resolver outros problemas, como reduzir os acidentes de trânsito.

Outro país asiático com grande expectativa sobre esse tipo de energia é o Japão. A região de Fukushima, devastada por terremoto e tsunami em março de 2011, agora se destina  a ser  um dos maiores polos de produção de energia verde do mundo, com a construção de usinas solares, eólicas e hídricas. Mas o grande trunfo é a maior usina de hidrogênio do país e uma das maiores do planeta.

O investimento é bilionário e conta com o apoio de empresas como Toshiba, Tohoku Eletric e Iwatani. A usina de hidrogênio deve estar pronta até 2020, ano das Olimpíadas de Tóquio. A produção de hidrogênio normalmente é feita com queima de gás, mas os japoneses farão uso de energias renováveis. Esse movimento em prol de um mundo mais sustentável tem influência de um comportamento empresarial  mais ético, mas também tem a ver com o futuro do mercado automotivo e de outros setores da economia impactados pela ascensão da automação industrial.

Em países onde o ritmo de produção industrial é alto, o mercado precisa acompanhar as transformações tecnológicas para maximizar a produtividade. O mercado lida com uma alta rotatividade de veículos. Por vezes, é necessário, inclusive, realizar um leilão de frota para renovar os automóveis.

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