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Conheça as fraudes mais comuns no Instagram e saiba como se prevenir

Por Gustavo Torniero

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

Alguns perfis são mais difíceis de ser identificados como sendo de criminosos

Divulgação

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Uma das principais redes sociais do mundo é inundada de scammers (fraudadores, em tradução livre), contas que se passam por reais, mas na verdade são falsas. Elas possuem um único objetivo: enganar o usuário e conseguir dados pessoais. Mas o golpe vai além e tenta obter, do próprio indivíduo, uma determinada quantia de dinheiro enviada de forma legítima.

Esses perfis normalmente são mais difíceis de identificar, porque postam fotos, stories e legendas, ou seja, constroem uma própria identidade para aquele fake. Há, basicamente, duas formas de enganar o usuário. A primeira é por meio de um link malicioso (técnica conhecida como phishing). A segunda é por meio de engenharia social, ou seja, o criminoso se aproxima de você, cria uma relação de confiança e te pede dinheiro depois de um determinado tempo. Quando recebe, ele apaga o perfil e passa a fazer outras contas com o mesmo objetivo.

Eles se passam por pessoas comuns, empresas ou instituições bancárias. No primeiro caso, tudo pode acontecer na base da confiança e até na criação de um relacionamento afetivo. Esse golpe é mais aplicado em mulheres e recebe o nome de catfish, ou “golpe da Nigéria”, já que naquele país é alto o número de golpes assim, pela dificuldade que o governo tem em rastrear os criminosos.

No segundo caso, o golpe costuma ser por meio de links maliciosos e  cadastro de informações pessoais. Alguns perfis entram em contato e oferecem produtos e serviços de graça, mas em troca pedem fotos ou informações sensíveis como endereço e e-mail. Uma vez passada esses dados, eles são roubados - em alguns casos, as fotos são utilizadas até mesmo para criação de um perfil fake.

No caso do golpe envolvendo instituições financeiras, normalmente os perfis de scammers oferecem condições extremamente vantajosas de crédito ou para quitar dívidas. O usuário paga esse valor para os criminosos e, obviamente, continua com a dívida no banco. Outro golpe envolvendo grandes
benefícios é o "Get rich quick": os criminosos oferecem um tipo de investimento com alta lucratividade e retorno rápido.

Como se prevenir?
Vale a máxima de sempre suspeitar de vantagens indevidas ou extremamente benéficas. Desconfie de empresas que pedem seus dados pessoais e faça uma pesquisa prévia para saber se aquela comunicação é realmente verdadeira. Esses perfis de scammers também podem ter uma data de criação muito recente, o que pode ser um indício de golpe.

Não clique em links de verificação ou de atividades suspeitas. No caso de instituições financeiras, entre em contato diretamente com a empresa para saber se a comunicação é autêntica. Bancos não possuem a prática de entrar em contato com o usuário por meio do Instagram. Também não mande fotos íntimas para estranhos -- elas podem ser utilizadas como chantagem em uma prática conhecida como sextorsão.

Se você for vítima de um golpe online, é importante fazer um boletim de ocorrência. Além disso, você deve denunciar aos canais apropriados da rede social, na Central de Privacidade e Segurança do Instagram, voltada para verificar denúncias de violação dos termos de uso. Caso você utilize a rede social profissionalmente, o recomendado é não clicar em nenhum link desconhecido e proteger também o site da empresa com softwares de antifraude, para manter todo o sistema de vendas seguro.

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