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E-commerce brasileiro tem expansão de quase 99% das vendas em abril

Por Alice Bachiega

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

Índice MCC-ENET aponta que setor quase dobrou suas vendas no período

iStock

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A pandemia do novo coronavírus afetou de forma significativa a vida de todos. Há quase três meses, quando as quarentenas foram decretadas pelos prefeitos e governadores, as pessoas tentam se adaptar ao novo normal: permanecer em casa. Com isso, as preferências de compra dos consumidores também mudaram e, em abril, o e-commerce brasileiro quase dobrou suas vendas em relação ao volume de compras registrado no mesmo período de 2019.


Ao todo, a expansão das vendas foi de 98,74%, de acordo com o índice MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com o Movimento Compre & Confie. Em questão de faturamento, a alta foi de 81,64% em comparação com abril do ano passado. No mesmo índice, o valor do ticket médio caiu 8,61% em relação a abril de 2019, já que há uma variação de preços nas lojas online e, com a pandemia, algumas promoções foram feitas para possibilitar as vendas.


“O e-commerce tornou-se no mês de abril de 2020 o principal (ou único) canal de vendas para muitos varejistas. Dentro das mudanças que têm ocorrido em nossa sociedade após o início da pandemia de Covid-19, o comércio eletrônico certamente é um dos setores da economia que mais cresceu. No comparativo diário das vendas dentro do período, foram registrados picos acima de 100%, um marco para a história do e-commerce após mais de 20 anos no país”, relata André Dias, coordenador do Comitê de Métricas da Camara-e.net e diretor-executivo do Compre & Confie.


A região que apresentou a maior alta do mês foi a Sudeste, com 104,97%. Isso significa que, em relação a abril de 2019, as vendas dobraram com folga. Em segundo lugar, o Nordeste aparece com 96,36%, seguido por Centro-Oeste (94,80%), Sul (79,71%) e Norte (66,68%).


O cenário é diferente no acumulado do ano, com o Nordeste (51,87%) seguido pelo Centro-Oeste (50,74%). Completam a distribuição as regiões Norte (41,97%), Sudeste (41,84%) e Sul (41,04%).

Adaptação dos empreendedores
Para os comerciantes que possuíam apenas lojas físicas, vender online é uma alternativa enquanto não é possível abrir as portas do comércio. Na modalidade digital, são necessários investimentos adicionais em segurança online, infraestrutura – seja um site, com um design definido e apresentação de produtos, ou um perfil nas redes sociais destinado ao negócio – e um bom atendimento, normalmente implementando uma área de customer success, para garantir que os consumidores consigam sanar as dúvidas e recebam tratamentos personalizados. Essas mudanças, além do momento atual, também podem refletir no aumento das vendas e na fidelização dos clientes.

 

 

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