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E-commerce no Brasil: como proporcionar acessibilidade através da tecnologia

Por Alice Bachiega

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

Como mesmos avanços que criaram problemas podem dar fim à distância entre lojas online e usuários PcD

iStock

ColunaTecnologia

Desde a chegada da pandemia de coronavírus, o mundo todo tem passado por um rápido desenvolvimento direcionado à interação digital. No e-commerce, os impactos dessa mudança podem ser sentidos de maneira positiva no sentido das vendas, mas negativamente em aspectos como acessibilidade.

Na procura de atender às demandas da população mundial de quarentena, aplicativos digitais, portais e outras ferramentas que utilizam a internet se desenvolveram com enorme velocidade. Hoje, em 2021, já é possível fazer mercado, trabalhar e pedir comida no conforto de casa. Mas e quanto à compra através de lojas online?

No e-commerce, a situação é a mesma, mas não para todos. A acessibilidade é um assunto que demanda urgência, mas que tem sido pouco explorado. A maioria das empresas não percebe o problema ou não tem um plano para lidar com ele.

Segundo uma pesquisa sobre pessoas com deficiência na internet, organizada pela BigDataCorp e pelo Movimento Web para Todos, que analisou 16 milhões de websites e dois mil aplicativos brasileiros, menos de 1% das páginas são consideradas acessíveis no país. O dado foi conseguido na análise do período entre os meses de abril e maio de 2021.

No Brasil, de acordo com o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), feito em 2019, 45 milhões de pessoas – 20% dos brasileiros – possuem deficiência de algum tipo, sendo a visual a mais comum, com até 6,5 milhões apresentando deficiência visual severa e 506 mil apresentando perda total da visão.

Atender a essa parcela da população é uma missão importante, já reconhecida por corporações como a Google. Realisticamente falando, através da mesma tecnologia que transformou a vida cotidiana nos tempos de pandemia, é possível também trazer melhorias à experiência de usuários PcD.

Começando pelas pessoas com deficiência visual, é possível contratar serviços de API (Interface de Programação de Aplicações) que desenvolvam um sistema de notificação de voz. Essas notificações podem ser feitas via chamadas de celular.

A função Text to Speech, que muitos códigos e ferramentas online oferecem, possibilita a locução imediata de toda a informação contida em uma página da internet. Muitas empresas oferecem serviços de instalação desse mecanismo, que pode beneficiar os usuários com deficiência visual.

Da mesma maneira, algumas empresas oferecem a instalação de ferramentas para usuários com deficiência auditiva. O Hand Talk possui um sistema que permite que o usuário traduza todo o texto para libras, acessando um painel onde o seu mascote, Hugo – um modelo digital –, traduz todas as palavras na frase que o usuário selecionar com o mouse. O Hand Talk possui mais de 100.000 traduções realizadas todos os dias e mais de 70.000 frases treinadas por inteligência artificial.

O que não faltam são opções para escolher entre recursos tecnológicos que proporcionam maior acessibilidade digital. Inclusão digital voltada para pessoas com deficiência agrega benefícios aos negócios, deixando sua página acessível à parcela da população necessitada e até mesmo melhorando sua indexação em mecanismos de busca, deixando-o mais bem posicionado.

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