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Maioria de gamers brasileiros é feminina, diz pesquisa

Por Gustavo Torniero

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

Brasil é o 13º maior mercado de games do mundo – posição mantida muito por causa das mulheres, que representam 53% do total de jogadores

Divulgação

ColunaMarcoEusébio

O Brasil é o décimo terceiro mercado de jogos em todo o mundo. Além de o gamer brasileiro estar movimentando muito a indústria dos games, uma pesquisa recente divulgou que grande parte desses jogadores são, na verdade, mulheres.


Os dados são da Pesquisa Games Brasil 2019, e ele afirma que 53% de todos os gamers brasileiros atualmente são do público feminino. Uma confirmação de uma tendência que se vê em todo o planeta.


Mulheres começam a buscar espaço em uma indústria machista


É fato que a indústria de jogos digitais sempre foi voltada para os homens. Desde o seu início, nos anos 80, as mulheres foram deixadas de lado, como se não fossem um público que se interessasse em jogar.


Hoje, em 2019, o público feminino reivindica seu direito de participar como gamers em meio aos homens. São mulheres entre os 25 e os 50 anos, que jogam desde os primórdios dos videogames, mas que só agora conseguem ser ouvidas e atendidas em seus interesses. Existem assim claras apostas online; Brasil e outros países não podem mais ficar indiferentes a esse novo segmento.


As mulheres afirmam, de acordo com a pesquisa, que os jogos são a melhor forma de entretenimento e de passar o tempo. Isso é ainda mais forte se há a possibilidade de jogá-los de forma gratuita.


Não é à toa que cada vez mais se observa o público feminino jogando nos aparelhos celulares, enquanto se deslocam para o trabalho, para as aulas ou para outros compromissos.


Público casual ou hardcore?


De todas essas pessoas, 85%, entre homens e mulheres, dão preferência a usar os aparelhos celulares para jogarem. São jogos rápidos, dinâmicos, leves e gratuitos, precisando apenas de uma conexão 3G ou 4G para funcionarem.


Já os consoles, também chamados vulgarmente de videogames, representam quase 49% da preferência geral. Computadores e notebooks ficam um pouco atrás, nos 42%. Os tablets ficam em último na preferência, com 19%.


Segundo os entrevistados, a preferência pelos smartphones se devem ao fato de que eles são práticos e possibilitam uma vasta gama de opções. Normalmente esses gamers, especificamente as mulheres, gastam em média três horas de sua semana jogando.


Para alguns especialistas, elas seriam denominadas de gamers casuais, que não são, de fato, focadas em experiências imersivas. Pesquisas recentes contrariam a Pesquisa Games Brasil 2019. Há fortes estudos na área dos Game Studies que apontam as mulheres hoje como gamers hardcore.


Isso porque estudos maiores e amplificados revelam que as mulheres entre os 20 e os 40 anos investem quase o mesmo tempo que os homens jogando videogames. Ou seja, em vez das três horas semanais, seriam pelo menos três horas diárias.


Mulheres ganham espaço na indústria de jogos


O fato de que as mulheres representam a maior parcela de quem joga videogame no Brasil é muito importante. Em um mercado que cresceu mais de 200% no país nos últimos quatro anos, a integração do público feminino é um avanço para a indústria de jogos.


Isso significa não só mais mulheres segurando os joysticks, mas também mais mulheres produzindo, desenvolvendo e criando jogos digitais.

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