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Tecnologia pode se tornar principal aliada de pessoas com deficiência nos próximos dez anos

Por Alice Bachiega

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

Diversos avanços tecnológicos visando o auxílio de pessoas com deficiência já estão em andamento no mundo inteiro

iStock

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No mais recente relatório da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma agência da ONU, foi relatado que as inovações tecnológicas voltadas para a assistência de deficiências motoras e visuais tiveram um aumento significativo e estão sendo mais utilizadas nos artigos de consumo. Também foi enfatizado que, atualmente, mais de um bilhão de pessoas ao redor do mundo precisam de tecnologia assistiva, um número que tende a dobrar nos próximos dez anos, com o aumento da população idosa.


A demanda é altíssima e muitas pessoas ainda não podem usufruir do auxílio que precisam, como também aponta o relatório. Somente uma em cada dez pessoas conta com alguma dessas novas tecnologias, então, visando popularizar ainda mais esses produtos, a indústria vem dando uma atenção maior para o segmento. O relatório aponta mais de 130 mil patentes publicadas nos últimos 20 anos e mais de 15 mil pedidos voltados para assistentes robóticos, aplicativos domésticos, óculos inteligentes, etc.


China, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Coreia do Sul são os cinco países que lideram as inovações, com destaque para o setor privado, que já conta com diversas empresas especializadas em tecnologia assistiva. Nos EUA, já é possível encontrar robôs que oferecem assistência para idosos, assim como óculos inteligentes que utilizam outros tipos de recursos já consagrados no mercado, como as tecnologias usadas para calcular frete utilizadas no e-commerce, auxiliando em atividades cotidianas como locomoção para deficientes visuais, por exemplo.


Ainda em março, o Brasil também deu um passo em direção à popularização dessas tecnologias, com o decreto do Plano Nacional de Tecnologia Assistiva, um trabalho em conjunto dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações e da Mulher, Família e dos Direitos Humanos. A partir deste passo, será possível definir as políticas relacionadas ao desenvolvimento desses recursos em cadeia nacional, visando uma acessibilidade maior nos preços e a democratização dos produtos.


O decreto ainda deixa específico que, ao utilizar o termo “tecnologias assistivas”, está incluindo tudo o que se encaixa no grupo, como produtos, equipamentos, dispositivos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que colaborem com a independência e qualidade de vida de pessoas com qualquer tipo de deficiência. A previsão é de que mais de 46 milhões de brasileiros sejam beneficiados, permitindo que a indústria nacional possa investir mais neste segmento e que os fabricantes internacionais tenham mais espaço para exportar seus produtos.

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