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Tecnologias reduzem risco de fraudes no e-commerce

Por Alice Bachiega

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

No ano passado, três mil tentativas de roubo online eram realizadas por minuto; cenário exige tecnologias de proteção

Divulgação

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Em meio à necessidade de isolamento, o e-commerce se tornou a única opção para que diversos varejos continuassem funcionando, mesmo de portas abaixadas. Mas o que a princípio pareceu ser completamente positivo, também representou perigo a muitas lojas e seus clientes. De acordo com levantamento da Refina Dados, entre 20 de março e 18 de maio – período de quarentena –, a busca de informações pessoais e bancárias roubadas na dark web cresceu 108%. O número de buscas diárias alcançou 19,2 milhões.


O aumento no interesse e na oferta desses dados demonstra maiores atividades fraudulentas na internet. Apesar de esse crime estar em expansão, o cenário de insegurança online não surgiu com a pandemia.  Dados do Mapa da Fraude da ClearSale demonstram que, em 2019, o comércio eletrônico brasileiro sofreu cerca de três mil tentativas de fraudes por minuto.


A parte positiva desse cenário já ser conhecido é que especialistas em segurança online tiveram tempo de identificar e estudar os golpes para desenvolver ferramentas de proteção. E o investimento já começou a surtir efeito: apesar de os números de crimes digitais de 2019 serem altos, nesse mesmo ano, R$ 1,9 bilhão de perdas causadas por golpes foram evitadas, se comparado a 2018.


Quais os tipos de fraudes mais comuns no e-commerce
Os golpes que costumam atingir diretamente o bolso dos vendedores estão todos ligados ao uso do cartão de crédito, mas podem ocorrer de diferentes maneiras.


Cartão roubado
O criminoso efetua compras com dados que não são dele, sem precisar estar com o cartão de crédito físico em mãos – basta ter roubado as informações do mesmo. Depois que a compra é feita, o proprietário não a reconhece e pede o cancelamento, mas o produto já foi enviado aos ladrões.


Fraude de reembolso
Neste caso, um cartão roubado também é utilizado, mas o golpista não está focado em receber o que foi comprado. A intenção é sinalizar um pagamento acidental e pedir reembolso, a partir de um método alternativo que deve levar o valor à conta do criminoso.


Chargeback
O chargeback é parecido com a fraude anterior, mas pode acontecer sem os dados roubados. Quem fez a compra alega que o cartão foi roubado ou clonado e pede o dinheiro de volta, sem devolver os itens para a loja.


Opções de sistemas antifraude
Com essas possibilidades de roubo e muitas outras em vista, empresas do mundo todo desenvolvem tecnologias que podem ser aderidas por comerciantes para garantir mais segurança para a loja e para os consumidores. Além da possibilidade de análise e aprovação de compra manual, que é feita por um funcionário de empresa terceirizada, há sistemas automatizados responsáveis por evitar prejuízos. Conheça alguns deles!


Tokenização
Esta tecnologia representa um cofre virtual que gera um número único (token) para cada consumidor. Essa informação é utilizada nas compras no lugar dos dados do cartão de crédito, o que evita que o site seja violado. A parte negativa é que este sistema não evita que o cartão seja fraudado antes do armazenamento e outro tipo de golpe mais complexo ocorra. 


Velocity
Neste caso, robôs trabalham para avaliar e validar cada transação. O software testa os dados dos consumidores e consegue identificar possíveis ataques de maneira rápida. O velocity, embora seja eficiente neste processo, não traz outras camadas de proteção.


3DS 2.0
O protocolo 3DS 2.0 também tem a capacidade de analisar as compras em tempo real, a partir de mais de 100 informações sobre o comprador na hora da transação. Se o perfil da compra for considerado de baixo risco, o pagamento é aprovado. Ao utilizar este sistema, o risco de fraude passa para o emissor do cartão, isentando o lojista de prejuízos.

 

 

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