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Quatro destinos saindo de Goiânia por até R$ 500

Por Raphael Granucci

Da coluna Viagens
Artigo de responsabilidade do autor

Praias, cidades históricas e capitais importantes: como aproveitar os próximos feriados do final do ano

Divulgação

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Apesar de ainda ser inverno, setembro é o mês em que as temperaturas mais quentes começam a bater na porta e anunciar que a primavera e o verão estão chegando. Por isso, as coleções de roupas já são trocadas por modelos mais confortáveis e floridos, as passagens aéreas para destinos nacionais voltam a aparecer e todo o mercado se reorganiza para satisfazer a demanda do calor.
 
Os meses seguintes, na maioria das cidades, já são de calor intenso, ainda mais naquelas que são tradicionalmente quentes, como o Rio de Janeiro e o litoral baiano. Segundo dados de agências de viagens, é neste período que a maior parte dos bilhetes de avião são comprados.

Por isso, fizemos um levantamento com quatro destinos cujas passagens, saindo de Goiânia e sem as taxas aeroportuárias incluídas, podem ser adquiridas hoje para os meses seguintes por até R$ 500. Se não são as férias propriamente, pode ser um ensaio para elas.
 
Rio de Janeiro (RJ)
A média de preço saindo de qualquer aeroporto brasileiro em direção ao Rio é de R$ 514 em setembro, levando em conta os valores do ano passado. Assim, o preço de voos saindo de Goiânia para a capital fluminense nas duas semanas do meio de novembro (entre os dias 16 e 23) é uma oportunidade para quem quer começar a curtir o tempo quente com praia: os valores neste período estarão em cerca de R$ 459.
 
O Rio, claro, dispensa apresentações: cidade repleta de cartões-postais do país, como o Cristo Redentor, o Corcovado, as praias de Copacabana e de Ipanema, o Maracanã e, mais recentemente, a região portuária, ela também oferece roteiros alternativos para conhecê-la: existem festas organizadas nas comunidades, ensaios de escola de samba na periferia e, para os interessados em história, uma diversidade de edifícios e ruas do período em que o Rio de Janeiro era capital do Brasil.
 
Vitória (ES)
Uma alternativa ao Rio de Janeiro pode ser a capital do Espírito Santo, pouco visitada e até mesmo desconhecida pela imensa massa de turistas do Sudeste e do Centro-Oeste – notadamente, os mineiros e os goianos. “É um Rio sem a aura carioca”, conta a administradora Jéssica Pinheiro, que viaja regularmente à cidade para visitar os pais, recém-mudados de Goiânia para lá em busca de tranquilidade.
 
De fato, não é exagero comparar Vitória com o Rio: as praias são tão bonitas quanto (principalmente as de Vila Velha), o roteiro histórico é repleto de atrações parecidas com as da Cidade Maravilhosa, como o Convento da Penha, e há alguns bares agradáveis e bonitos para ouvir um bom samba, curtir a noite ou conhecer a deliciosa comida capixaba.
 
De quebra, tem menos gente do que o Rio: segundo dados das companhias aéreas, Vitória está fora da lista dos dez destinos nacionais mais procurados por turistas. “Quem não gosta de multidões, adora, porque não tem filas para nada, as praias são mais vazias e, por incrível que pareça, é muito mais barato”, finaliza Jéssica. Os melhores voos para Vitória saindo do aeroporto de Santa Genoveva são para a metade de outubro, custando R$ 450.
 
Belo Horizonte (MG)
Os goianos não costumam se interessar muito pela capital mineira – talvez pela ausência do mar –, mas a cidade pode ser ponto de partida para uma série de outras viagens alternativas e temáticas ao redor do estado de Minas Gerais, como o parque Inhotim, em Brumadinho, e as cidades históricas próximas de Ouro Preto.

Isso sem negar que a própria BH, com suas construções históricas, seus imensos parques (há floricultura em Goiânia que recebe flores da produção da capital mineira) e a culinária local, é digna de conhecimento. Nas semanas do meio de outubro, os voos estarão custando R$ 477, segundo medições feitas por sites de turismo.
 
Inhotim se tornou famoso nos últimos anos pelo parque que se confunde com um grandioso (nas várias dimensões da palavra) museu de arte contemporânea: são 20 galerias com obras de 85 artistas diferentes e de 26 países. Segundo a própria instituição, é o maior centro a céu aberto de intervenção artística do mundo, com desenhos, fotos, vídeos, instalações, experiências, esculturas, quadros etc. Para se ter uma ideia, o parque aluga carrinhos de golfe para os grupos de visitantes. Para além das obras, que se renovam constantemente, há espécies variadas de animais por toda parte.
 
Ouro Preto, por sua vez, dispensa apresentações: cidade histórica pela exploração de ouro no século XVII, é hoje um testemunho material do passado colonial brasileiro, além de ter sido enriquecida com as obras de Aleijadinho. Ao redor da cidade, ainda é possível visitar Mariana e Congonhas (onde estão os “profetas” do artista).
 
Ilhéus (BA)
Conhecida pelas praias, pelo cacau e, claro, pelos livros de Jorge Amado, a cidade baiana também é porta de entrada para cidades como Itacaré, Canavieiras e a Ilha de Comandatuba. Coqueirais, praias, rios, cachoeiras, a presença de espécies raras e a hospitalidade típica do povo baiano atraem visitantes de diferentes regiões do país e do mundo. Por isso, é considerada uma alternativa a Salvador, lotada em quase todos os meses do ano.
 
Os preços de Ilhéus costumam ser mais caros, mas algumas promoções permitem que os voos saiam mais baratos. Um exemplo disso são os bilhetes vendidos para a última semana de setembro por R$ 535, fora as taxas aeroportuárias. Um pouquinho mais para ter acesso a uma das regiões mais bonitas do país.

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