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Ataque na Arábia Saudita faz preço do petróleo disparar

Os ataques começaram no sábado por drones que causaram muitos estragos, provando incêndios na unidade saudita e na instalação de Khurais

Adriana Ximenes
Capital News

Divulgação

Ataque na Arábia Saudita faz faz preço do petróleo disparar

Foram cortados pela metade a produção do maior exportador mundial

 

Após os ataques do final semana contra instalações da petroleira Aramco, na Arábia Saudita, o preço do petróleo disparou nesta segunda-feira (16).  às 9h30 GMT (6h30 de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte, referência na Europa, para entrega em novembro registrava alta de 9,52% na comparação com sexta-feira, sendo negociado a US$ 65,97 no Intercontinental Exchange (ICE) de Londres.

 

Na oportunidade, o barril de "light sweet crude" (WTI) para o contrato de outubro subia 8,71%, a US$ 59,63, no New York Mercantile Exchange (Nymex). A cotação do barril disparou 19,5%, para US$ 71,95, a maior alta intradia desde 14 de janeiro de 1991, durante a guerra do Golfo, segundo a agência Reuters. Nos EUA, o barril chegou a subir 15,5%, para US$ 63,3, maior alta durante uma sessão desde 22 de junho de 1998.

 

O presidente norte-americano Donald Trump autorizou o uso de estoques de emergência em seu país para estabilizar o suprimento, com isso os preços caíram das máximas.  Os Estados Unidos acusaram o Irã pelo ataque, já o rã rebateu as acusações e acusou os Estados Unidos de buscarem um pretexto para retaliar o país.

 

Os ataques começaram no sábado por drones que causaram muitos estragos, provando incêndios na unidade saudita e na instalação de Khurais, que reduziu a produção da petroleira em cerca de 5,7 milhões de barris por dia, o que representa mais de 5% do suprimento global de petróleo.

 

Os preços do petróleo estavam reduzindo nos últimos meses, uma consequência das reservas abundantes e dos temores de desaceleração da economia mundial, fatores que afetam a demanda. Na sexta-feira, os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$ 60,22. Já os futuros do petróleo dos EUA fecharam a US$ 54,85.

 

A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) chegou a estabelecer limites de produção para tentar manter a faixa de preço. De contrapartida os ataques mostraram  a vulnerabilidade do país com maior capacidade de produção mundial, apontou o analista Amarpreet Singh, do Barclays.

 

O governo saudita quer lançar no mercado de ações cerca de 5% de sua petroleira estatal em 2020 ou 2021. Grandes importadores de petróleo saudita, como Índia, China e Indonésia, devem ser os mais vulneráveis à interrupção na oferta, segundo a Reuters.

 

China pede moderação

 

A China fez um apelo nesta segunda-feira a Irã e Estados Unidos para que demonstrem "moderação" após as acusações de Washington à Teerã pelos ataques contra instalações do grupo estatal saudita Aramco, segundo a France Presse. 

 

Já o  presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não descartou no domingo (15) retaliar o ataque. "Na ausência de uma investigação incontestável que permita tirar conclusões, talvez não seja sensato imaginar quem deve ser responsabilizado por este ataque", afirmou Hua Chunying, porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China.

 

Tensão entre EUA e Irã

 

A tensão entre Estados Unidos e Irã aumentou desde que Washington abandonou de maneira unilateral em 2018 o acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano assinado em 2015. 

 

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, comentou que não existe provas do ataque, ou seja,  não foi antecedido pelo Iêmen, mas aponta diretamente para o Irã.

 

O porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Abbas Mussavi, respondeu no domingo que as acusações são "insensatas" e "incompreensíveis" e que só buscam justificar "futuras ações" contra o Irã. O príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman, cujo país é o grande rival regional do Irã, assegurou que Riad está "disposto e capacitado" responder a esta "agressão terrorista".

 

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