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Sob protestos argentinos, Libertadores retorna nesta terça-feira

Santos e Athletico são os primeiros brasileiros a entrar em campo

Rogério Vidmantas
Capital News

Twitter Oficial/Santos FC

Santos

Em grande fase, Marinho é o principal jogador do Santos na Libertadores

Depois de seis meses de paralisação por causa da pandemia do novo coronavírus, esta terça-feira (15) marca o retorno da Copa Libertadores. Até quinta (17), 16 jogos acontecem pela terceira rodada da fase de grupos com a participação dos sete clubes brasileiros. A competição, porém, retorna com protestos de algumas confederações, particularmente dos argentinos, já que o futebol por lá ainda não foi retomado.

 

Entre os brasileiros os primeiros a entrarem em campo são Athletico-PR e Santos. Às 18h15 (MS), os paranaenses enfrentam Jorge Wilstermann-BOL, fora de casa. O Peixe recebe o Olimpia-PAR na Vila Belmiro, às 20h30 (MS). No gol santista, o douradense João Paulo faz seu primeiro jogo em uma competição internacional como titular e o atacante Marinho, principal jogador do time no reinício da temporada, está confirmado. Palmeiras, Grêmio e Internacional jogam na quarta e, na quinta, São Paulo e Flamengo retornam à competição.

 

Com o atraso de seis meses, a Libertadores vai virar o ano. A primeira fase termina no fim de outubro e a decisão, que aconteceria no dia 21 de novembro, ficou para 6 de fevereiro de 2021, em jogo único no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

 

Argentinos insatisfeitos

 

Na volta, a Conmebol precisa equacionar a insatisfação de clubes que ainda não estão competindo em seus países. Se no Brasil o campeonato já teve dez rodadas, na Colômbia, por exemplo, começou no último fim de semana e na Argentina isso ainda não aconteceu, o que gerou a insatisfação dos clubes. "As equipes argentinas foram convocadas a competir em desvantagem e não estão preparadas para isso", disse Nicolás Russo, presidente do Lanús e diretor da Associação Argentina de Futebol (AFA).

 

O técnico do Racing, Sebastián Beccacece, afirmou que o adversário da quinta-feira, o Nacional do Uruguai, terá jogado quase uma dúzia de vezes desde o recomeço, enquanto o clube da casa ainda não jogou. "Essa é uma vantagem real e avassaladora. Precisamos confiar que seremos fortes e poderemos apelar para nossa capacidade mental e emocional para tentar compensar essa diferença inicial, porque também estaremos sem a energia de nossos torcedores, que são tão vitais para nós. Mas temos para estar prontos para o desafio”, disse o treinador.

 

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