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Quinta-Feira, 08 de Abril de 2021, 13h:21

Reajuste do gás pode reduzir empregos, diz Presidente da FIEMS

Preço do gás natural aumentará 39% a partir de maio

Lethycia Anjos
Capital News

Divulgação/FIEMS

Reajuste do gás pode reduzir empregos, diz Presidente da FIEMS

Sérgio Longen, Presidente da FIEMS

Petrobras anunciou na última segunda-feira (5), o reajuste de 39% por metro cúbico no preço do gás natural, medida que pode gerar prejuízos à indústria, aos distribuidores e aos consumidores sul-mato-grossenses. 

 

Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (FIEMS), Sérgio Longen, avalia negativamente o reajuste, tendo em vista a crise econômica gerada pela pandemia da Covid-19 no Brasil. “Como você pode ter no Brasil 2,5%, 3,5% de inflação e como é que você pode ter um reajuste de 39% num produto que é a base da economia da indústria? Na média de energia hoje, o reajuste é 15%, 20%, 30%, 18%, 27%. Ou seja, você vê que há um descontrole das contas públicas e dos números administrados pelo governo federal”, destacou via assessoria.

 

A partir de 1º de maio o reajuste entra em vigor para as distribuidoras, o percentual de 39% aplicado pela estatal é resultado da política aplicado pelo governo federal, que associa o preço do petróleo à taxa de câmbio. A cada três meses os preços são reajustados e a referência utilizada são os valores de janeiro, fevereiro e março para maio, junho e julho. No primeiro trimestre deste ano o petróleo teve alta de 38%, além disso a desvalorização do real também impactou no reajuste. Conforme a Petrobras, se considerada a medida por milhão de BTU, Unidade de medida utilizada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, cotada em dólar, o reajuste poderá chegar a 32%. 

 

Sérgio Longen, enfatiza que as ações tomadas precisam a priori avaliar questões como 

a viabilidade da produção industrial brasileira e o momento econômico do país. “Eu entendo que nós precisamos reavaliar a economia como um todo em nível federal para que possamos melhorar a base da economia a nível estadual e nas empresas e nos negócios”, explicou o presidente.

 

Outro ponto que impactou no reajuste foi a atualização do produto pelo Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), que registrou alta de 31%, entre março de 2020 a março de 2021. “Os nossos indicadores estão desnivelados. Em primeiro lugar eu acho que nós precisamos de um rearranjo da economia em nível nacional. As coisas públicas estão perdendo um pouco de referência, principalmente na base econômica”, reforça Sérgio Longen.

 

Os reajustes ocasionam prejuízos à produção industrial e competitividade dos empresários, além de reduzir as chances de recuperação do estoque de empregos, fortemente prejudicado pela pandemia de covid-19. Para o presidente da FIEMS, se as medidas não forem analisadas com cautela, a situação tende a piorar. “A gente vê um desemprego enorme. Cada vez mais os governos federal, estadual e municipal tentando um rearranjo para fazer com que as ações políticas possam dar subsídio à economia e a gente vê a dificuldade que a gente está tendo”, finaliza Longen.

 

 

 


Fonte: CapitalNews

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