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Ex-Presidente do Peru, Alan García, tenta suicídio antes de ser preso

Polícia fazia busca e apreensão na residência e ao dar voz de prisão ouviu disparo vindo do quarto onde estava o político.

Flavia Andrade
Capital News

Trome.pe

Ex-Presidente do Peru, Alan García, tenta suicídio antes de ser preso

Acusado de receber propina da Odebrecht, Alan García tenta suicídio ao ter voz de prisão anunciada pela Polícia Peruana, e é encaminhado ao hospital em estado grave

Nesta quarta-feira (17), o ex-presidente peruano Alan García tentou suicídio com um tiro cabeça, após chegada de policiais na sua casa, em Lima, para prendê-lo por ligação em um caso de corrupção relacionado à empreiteira brasileira Odebrecht, fontes citadas por Rádio Programas del Peru (RPP) indicaram que os agentes o encontraram já ferido, depois que ele se trancou e efetuou o disparo.

 

De acordo com a rede América Televisão, Garcia está em estado crítico. Em entrevista, o advogado do ex-presidente, Erasmo Reyna, do lado de fora do hospital Casimiro Ulloa, declarou que, “A situação é delicada, neste momento ele está sendo operado”. 

 

Conforme comunicado do Ministério da Saúde, García ingressou ao hospital de emergências às 6h45 (hora local do Peru), com diagnóstico de impacto de bala de entrada e saída da cabeça. “O paciente está na sala de operações desde as 7h10. Seu estado de saúde é delicado com um prognóstico reservado.”

 

Segundo o Jornal peruano “El Comercio”, a Justiça do Peru havia determinado a prisão de dez dias do ex-presidente pela acusação de receber dinheiro ilegal da Odebrecht em uma campanha eleitoral em 2006.

 

O Jornal “El País” noticiou que, o ex-presidente, que governou o país entre 1985 e 1990 e entre 2006 e 2011, estava sob investigação por supostos subornos na construção de uma linha de metrô para Lima, projeto no qual estava envolvida a construtora brasileira Odebrecht. A polícia também deteve nesta quarta-feira Luis Nava, ex-secretário-geral de Presidência, e Miguel Atala, ex-vicepresidente. Ele teve sua saída do país proibida em novembro do ano passado, enquanto era investigado por lavagem de dinheiro, conflito de interesses e tráfico de influências no caso do concessão da Odebrecht.

 

Ainda segundo matéria veiculada pelo Jornal “El País”, um acordo de colaboração entre a equipe de procuradores da Lava Jato do Peru e a construtora, assinado no dia 14 de fevereiro levou a novas evidência de propina distribuída entre os altos cargos no Peru. As mais recentes, divulgadas pelo meio digital IDL-Reporteros e o jornal El Comercio, comprovavam que a Odebrecht pagou ao menos 4 milhões de dólares a Luis Nava, que foi braço direito de Garcia no Palácio do Governo.

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