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Investimentos em Energia Eólica devem dobrar até o final da década, totalizando mais de US$ 100 Bilhões

Assessoria

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Investimentos em Energia Eólica devem dobrar até o final da década, totalizando mais de US$ 100 Bilhões

Investimentos na energia eólica offshore devem aumentar até o final da década

Junto com o hidrogênio limpo, a energia eólica offshore é uma das fontes que têm recebido uma grande atenção em diversos países. O grande potencial de geração a partir dos ventos marítimos garantiu holofotes e muitos investimentos para a tecnologia em diferentes continentes. E o volume de recursos aplicados na fonte tende a crescer ao longo dessa década. É o que aponta um relatório produzido e recentemente publicado pela Rystad Energy, informado pela agência Petronotícias. Em 2021, a energia eólica offshore recebeu cerca de US$ 46 bilhões em investimentos, mas a previsão é que essa cifra mais que dobre até 2030, chegando ao patamar de US$ 102 bilhões.

O grande impulso na geração eólica offshore deve vir mesmo da Europa, que tem despontado como líder global nessa tecnologia de geração de energia. Nas contas da Rystad, o Velho Continente deve desembolsar US$ 53 bilhões em empreendimentos eólicos marítimos no ano de 2030 – um valor bem acima dos US$ 15 bilhões aplicados no ano passado. Enquanto isso, as Américas demoraram a entrar nesse mercado, mas isso deve mudar a partir deste ano. De acordo com a Rystad, a região decidiu entrar no jogo de vez e vai gastar algo em torno de US$ 3,3 bilhões este ano, superando os US$ 700 milhões de 2021. As Américas devem aumentar ainda mais esses investimentos, chegando a quase US$ 15 bilhões até 2030.

Na Ásia, a China tem sido um ator importante no mercado eólico offshore até o momento. Contudo, os investimentos do país nessa fonte podem diminuir até o final da década. Em 2020, a China investiu quase US$ 25 bilhões, o dobro do que a Europa gastou naquele ano, mas as despesas totais do país devem diminuir gradualmente para US$ 7,7 bilhões em 2030.

“A indústria eólica offshore deve ter um crescimento substancial nesta década, com mais de 265 gigawatts de capacidade operacional esperada até 2030. À medida que o mundo avança em direção a um mix de energia mais verde, os investimentos no setor eólico offshore devem aumentar e oferecer amplas oportunidades para os fornecedores para lucrar”, disse via assessoria a analista de energia eólica offshore da Rystad Energy, Anubhav Venkatesh.

Mais de 50% dos recursos esperados para a indústria eólica offshore serão destinados à fabricação e instalação de turbinas e fundações, os dois maiores componentes financeiros de um parque marítimo movido pela força dos ventos. Enquanto alguns players foram pioneiros e agora desfrutam de uma vantagem competitiva, novas empresas estão entrando no mercado.

A região europeia foi pioneira no espaço eólico offshore e atualmente lidera o mundo com o maior número de instalações. Com mais de 26 GW de capacidade operacional, representa mais de 50% do total global. Espera-se que a Europa tenha uma base instalada de mais de 57 GW até 2026, quando a gigante dinamarquesa Orsted deverá continuar a ser a principal desenvolvedora de energia eólica offshore da região.

Espera-se que mais de 8.500 turbinas estejam operacionais na Europa até o final de 2026, das quais quase 60% provavelmente serão unidades da Siemens Gamesa, afirmou a Rystad. Espera-se que a Vestas seja a segunda fabricante de turbinas de maior sucesso até o final de 2026, contribuindo com cerca de 20% da base instalada prevista, ainda de acordo com a empresa de pesquisa energética.

No Brasil, apesar do grande potencial do país, a fonte eólica offshore ainda está dando seus primeiros passos. Mas já há grandes projetos anunciados. Recentemente, como noticiamos, a empresa Corio Generation, que faz parte do Green Investment Group da Macquarie, revelou planos para construir cinco projetos de geração eólica offshore no Brasil. Os empreendimentos vão totalizar pouco mais de 5 GW de capacidade instalada. Os novos parques eólicos ficarão no litoral das regiões Sudeste, Sul e Nordeste e serão desenvolvidos em parceria com a brasileira Servtec.

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