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Por que o governo da Índia está boicotando as empresas de VPN?

Da Redação
Capital News

Divulgação

Por que o governo da Índia está boicotando as empresas de VPN?

 

A utilização de uma VPN é cada vez mais comum em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil. O serviço, que ajuda a apagar rastros na internet, dá mais segurança à sua conexão e pode ajudá-lo a aproveitar serviços disponíveis apenas no exterior, já é uma realidade para quem curte navegar na rede mundial de computadores.


Mas, em alguns países, a liberdade dada pela VPN tem sido alvo dos governos locais, que tentam barrar sua utilização e mudar algumas regras para a oferta do serviço, conforme informa sua assessoria. Um desses exemplos é a Índia, governada por Narendra Modi. Agora, há o temor de que outros países sigam um caminho parecido e prejudiquem a privacidade de usuários na internet. 

A Índia está criando novos regulamentos de segurança cibernética que exigirão que provedores de serviços em nuvem e operadoras de redes privadas virtuais rastreiem os endereços de IP de seus clientes, algo que vai contra as regras das empresas VPN. O governo já afirmou que quem se recusar a cooperar não poderá mais ofertar seus serviços no país, que hoje concentra o segundo maior mercado de streaming do mundo.

Vários provedores de serviços de Rede Privada Virtual (VPN) expressaram relutância em cumprir as novas diretrizes e solicitaram uma revisão da legislação junto ao governo local. Eles alegaram que a nova regra pode levar a brechas de segurança cibernética no sistema, um argumento rejeitado pelo governo. O governo, por sua vez, deixou claro que não fará nenhuma alteração nas regras e orientou os provedores de serviços de VPN a cumprir as novas diretrizes ou sair do país.

 

A nova circular ordena que os provedores de serviços em nuvem, empresas de VPN, empresas de data center e provedores de servidores privados virtuais sejam orientados a armazenar os dados dos usuários por pelo menos cinco anos e entregá-los ao governo quando solicitado.


O ponto de discórdia aqui é que os provedores de VPN oferecem ao cliente a capacidade de ocultar informações de identificação dos provedores de serviços de Internet, tornando extremamente difícil acessar o tráfego da Internet. Por isso, os provedores argumentam que os termos são um problema para o modelo de negócio das VPN's.

A NordVPN, um dos provedores de VPN mais populares, assim como a Surf Shark, já informaram às empresas da Índia que podem sair do país caso o governo não mude a legislação e volte atrás em sua decisão.

O órgão da indústria de tecnologia ITI, com sede nos EUA, que tem empresas globais de tecnologia como Google, Facebook, IBM e Cisco como membros, também expressou relutância em cumprir as diretrizes e instou o governo a reconsiderar a diretiva sobre relatórios de violação de segurança cibernética.

Karmesh Gupta, fundador da WiJungle, uma plataforma de segurança de rede baseada em Guru Gram, disse que o fundamento básico da VPN é manter o anonimato dos usuários e suas atividades. "A manutenção de dados de usuários é completamente oposta à política de privacidade de muitos dos principais provedores de serviços VPN. Esta é a principal razão pela qual os provedores de serviços VPN relutam em cumprir as diretrizes", afirmou.

O executivo salientou ainda que muitas empresas sequer têm aparato tecnológico para cumprir essa determinação, e que por isso seria improvável que ela seja acatada pelas companhias que estão na Índia. Ele também espera que esse seja um movimento local e que outros países não façam uma imposição semelhante. Ou isso pode significar o fim da privacidade na internet.

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