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Nacional Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2025, 20:13 - A | A

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Denúncia contra Bolsonaro aponta que plano de golpe começou em 2021

Investigação da PGR se baseou em delação premiada de Mauro Cid

Agência Brasil
Gabriel Brum

Minuta de golpe, ataques às urnas, mensagens entre aliados, são algumas das provas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. A investigação teve como base a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente.

A delação veio a público, nesta quarta-feira (19), em decisão do ministro Alexandre de Moraes, que deu quinze dias para as defesas se manifestarem.

Segundo a denúncia da PGR, o plano de golpe teria começado já em 2021 com os ataques frequentes, em lives e entrevistas, contra as urnas eletrônicas.

Teve inclusive aquela reunião com embaixadores, em que o próprio ex-presidente acusou de fraude o sistema eleitoral brasileiro. Fato que motivou a sentença que o deixou inelegível por oito anos.

O documento cita também que Mauro Cid confirmou que Bolsonaro recebeu a minuta que previa a prisão dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do então presidente do Senado Rodrigo Pacheco. O ex-presidente então alterou o texto para que apenas Moraes fosse alvo de prisão.

O ex-presidente, segundo a denúncia, levou essa minuta para militares de alta patente, chefes das Forças Armadas e o alto escalão do governo em busca de apoio ao plano.

Esse encontro foi comprovado pelos registros de entradas no Palácio da Alvorada e pelo depoimento do general Freire Gomes.

A denúncia fala do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que tinha entre os objetivos “neutralizar autoridades” Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes. Os responsáveis tanto por criar quanto por levar o plano para o ex-presidente, integravam a Presidência da República.

Segundo a denúncia, a comprovação de que Bolsonaro sabia do plano e concordou com ele estaria em conversas posteriores encontradas nos celulares de Mauro Cid e outros membros do grupo.

A defesa de Jair Bolsonaro disse que recebeu com indignação a denúncia. Afirmou que não há qualquer mensagem do ex-Presidente que embase a acusação. E acredita que essa denúncia não terá sucesso por precariedade, incoerência e ausência de fatos verídicos.

Disponível em: agenciabrasil.ebc.com.br

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