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Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 14h:57
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MP devolve inquérito para polícia por falta de provas sobre incêndio no CT do Flamengo

Polícia Civil tem 45 dias para apresentar relatório final contra os dez indiciados.

Flavia Andrade
Capital News

Gilvan de Souza/Flamengo

Seis dos dez mortos no CT do Flamengo já foram identificados

Um incêndio no Ninho do Urubu deixou 10 mortos e três feridos

 

Nesta quarta-feira (17), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) devolveu à Polícia Civil o inquérito do incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo, conhecido como Ninho do Urubu, em fevereiro deste ano, onde dez atletas da base do Flamengo morreram e 3 ficaram feridos, para o aprofundamento das investigações. O MP não considerou suficientes as provas apresentadas no relatório final da Polícia Civil contra os dez indiciados para denunciá-los à Justiça.

 

O MP deu prazo de 45 dias para as investigações conforme mostrou com exclusividade a Globonews.

 

O delegado Marcio Petra de Melo, da 42ª DP, no Recreio dos Bandeirantes, no mês de junho, indiciou o ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello e outras sete pessoas.

 

Ao todo, a Polícia Civil apontou 10 indicados por homicídios com dolo eventual (quando se assume o risco de matar) e 14 tentativas de homicídio (em relação aos sobreviventes). No total, 24 adolescentes dormiam nos contêineres do CT do Flamengo que pegaram fogo.

 

Ainda conforme a GloboNews, o documento enviado pela Polícia Civil nesta quarta-feira (17) pelo promotor Luiz Antônio Ayres, do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (Gaedest), do MP do Rio.

 

O texto do documento destaca que, "apesar do bem elaborado relatório subscrito pela douta autoridade policial, alguns aspectos que merecem ser melhor esclarecidos para a adequada responsabilização penal e definição da capitulação dos fatos" (...) "retornem os autos à 42ª DP, pelo prazo de 45 dias para a realização de quatro diligências":

 

Conforme o depoimento de Lucia Helena Pereira Damasceno de Lima, gerente da 5ª Gerência de Licenciamento e Fiscalização da Prefeitura. Ela acusa o Flamengo e seus dirigentes de ter colaborado para o resultado do evento, por não ter cumprido o auto de interdição do Ninho do Urubu.

 

Já o depoimento de Fernando Anmibolete, presidente da ASPROCITEC (Associação dos Profissionais de Ciência e Tecnologia). A instituição denunciou que a empresa que construiu os contêineres que pegaram fogo, a NHJ, não estava regularizada junto ao CREA (Conselho Regional de Engenharia).

 

O MP solicita ainda que seja realizada consulta ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) para que seja esclarecido se o mobiliário do alojamento incendiado colaborou para a propagação das chamas e o resultado verificado.

 

E por fim, seja elaborado os Autos de exame de corpo de delito indiretos, com base nas informações dos boletins de atendimento médicos (BAMs) das vítimas sobreviventes.

 

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