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Quinta-Feira, 12 de Maio de 2022, 19h:15
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A importância da integração e colaboração mútua no desenvolvimento de pessoas na área de saúde

Por Tania Machado*

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Costumo afirmar que gestão de pessoas é um desafio maior quando se trata do setor de Saúde. Somado ao cenário que vivemos, a pandemia, não é exagero afirmar o grau de dificuldade. São várias áreas de negócios, cada um representado por suas entidades e sindicatos. No entanto, ainda há um desafio maior: a integração dessas áreas.

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Tania Machado

 

Quando isso não acontece, é inevitável que prejuízos comecem a aparecer. A falta de diálogo entre equipes, erros e retrabalhos, conflitos e falta de cooperação são alguns efeitos. Vivemos em mundo de cooperação e colaboração mútua e, em tempos de crise, isso fica ainda mais acentuado. Precisamos entender como uma gestão integrada pode ser bastante benéfica.

Promover a integração de setores é um investimento desafiador. O retorno vem na forma de engajamento, boas relações de trabalho e reflete no crescimento da organização como um todo e também, lá na ponta, na entrega de saúde baseada em valor.

No passado, era comum cada departamento ser visto de forma isolada, seguindo um modelo cartesiano aplicado às empresas. Ou seja, cada departamento preocupava-se apenas com as suas responsabilidades e tinha uma visão “vertical” e hierarquizada de organização.  Mas, as coisas mudaram substancialmente.

A integração de setores é importante no que diz respeito à capacidade dos tomadores de decisão de colaborarem entre si. Quando os gestores dos departamentos conseguem trabalhar de forma coordenada uns com os outros, eles têm mais facilidade para implementar planos de ação mais eficazes e promovem uma cultura integrada aos seus liderados.

Além disso, se os setores não dialogam, eles perdem sinergia, não agregam valor ao processo de atendimento ao cliente final: o paciente. E, claro, perdem a chance do aprendizado da integração, que só é possível através da interação e da multidisciplinaridade.

Isso porque profissionais com especialidades variadas como fisioterapia, nutrição, enfermagem, TI, engenharia clínica, e área administrativa e assistencial, têm experiência em áreas distintas. Cada um pode contribuir com um conhecimento diferente, atendendo muito mais diretamente às necessidades estratégicas e práticas da instituição.

Criar Grupos de melhoria contínua e usar todo o poder da comunicação, permite não só aprimorar a transmissão da informação, como facilitar a aproximação e otimizar os processos. Afinal, se os colaboradores são bem informados, eles também são mais engajados e capazes de desenvolver boas estratégias de atuação.

Mas, se é importante integrar o trabalho, por que não fazer uma avaliação de desempenho multissetorial? O que não se pode medir, não pode ser melhorado! Os indicadores de desempenho (também chamados de KPIs, ou key performance indicators) compostos envolvem vários tipos de medições para apontar como andam os resultados das pessoas e empresa. Ao apostar em KPIs que envolvem variáveis de múltiplos departamentos, a instituição consegue construir uma análise mais ampla. Com isso, é possível ter uma visão mais global e trabalhar em uma perspectiva na qual todos se engajam, responsabilizando-se e procurando soluções em colaboração.

É bem verdade que os profissionais podem, inicialmente, ficar um pouco resistentes a uma cultura de diálogo entre as várias áreas. Lidar com pessoas não é uma tarefa simples. Mas são essas diversidades que permitem o enriquecimento do trabalho, a formação de estratégias mais construtivas e propostas mais integradas.

Conseguir a integração organizacional envolve alinhar a estratégia, a cultura, as habilidades das equipes, a tecnologia, a estrutura e o estilo de gerenciamento com os objetivos macro do negócio. Isso inclui certificar-se de que cada departamento e cada colaborador entenda a importância disso. Também envolve a educação das partes interessadas.

Para finalizar, é importante pontuarmos que essa integração só acontece a partir de uma mudança de atitude da alta hierarquia do negócio e também das lideranças de departamentos. A criação de uma cultura de integração de setores deve vir de cima para baixo. Pode — e deve — envolver a todos os colaboradores do negócio, mas cabe à direção tomar frente para que as resistências à mudança sejam menores.

 

Afinal como diz Augusto Cury - O maior líder é aquele que reconhece sua pequenez, extrai força de sua humildade e experiência da sua fragilidade”.

 

 

*Tania Machado

CEO da TM Jobs, rede completa de negócios no segmento de saúde que conecta profissionais e empresas para que juntos possam construir um novo cenário para o setor. É também presidente do HUBR+ABPRH - Associação Paulista de Recursos Humanos e de Gestores de Pessoas.

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